O medo nas eleições: quem teme a volta dos Bolsonaros e Lula reeleito
Levantamento da Quaest mostra que a aversão mútua molda a geografia eleitoral do país e indica onde estão os eleitores que temem ambos os lados

Mais do que a adesão política, o medo tem sido o grande organizador do voto brasileiro nas eleições 2026, segundo dados divulgados pela Quaest. O mapa revela um país rachado por rejeições antagônicas: no Nordeste, quase 60% do eleitorado afirma temer a volta da família Bolsonaro ao Palácio do Planalto, índice puxado por estados como Bahia, Paraíba e Pernambuco, todos com 59%.
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Na outra ponta da polarização, o Norte, o Sul e parcelas do Centro-Oeste concentram a maior repulsa à continuidade da atual gestão. Nessas regiões, uma fatia significativa do eleitorado declara temer mais um mandato de Lula, atingindo picos expressivos de até 64% em Roraima e 60% em Santa Catarina.
O papel do medo nas eleições 2026

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O verdadeiro fiel da balança, contudo, repousa sobre uma parcela menor, mas determinante: os eleitores que dizem ter medo dos dois concorrentes. Conforme aponta a pesquisa, o receio simultâneo alcança a marca de 8% em praças cruciais para o desfecho das urnas, como Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Goiás. É nesse contingente desgarrado — e concentrado nos maiores colégios eleitorais do país — que reside o eleitor em disputa capaz de definir o resultado da eleição.