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Com João Pedroso de Campos (subeditor), Gustavo Silva e João Pedro Bitencourt

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Reportagem

O julgamento que quase fez Luís Roberto Barroso adiar a aposentadoria do STF

Ex-presidente da Corte, Barroso queria votar pauta da uberização antes de deixar o tribunal, mas pedido de Edson Fachin adiou os planos

por Gustavo Silva
Publicado em 30/05/2026 às 04:00
Ex-ministro Luís Roberto Barroso defende regulação da IA
Ex-ministro Luís Roberto Barroso defende regulação da IA (Foto de Paulo Cerqueira)

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, revelou que cogitou adiar sua aposentadoria da Corte para votar no julgamento que definirá o futuro da uberização no Brasil. Esse processo analisa se existe vínculo de emprego formal entre os motoristas e as plataformas de aplicativos.

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O ministro afirmou que seu voto estava preparado para ser proferido, mas o relator da matéria, ministro Edson Fachin, suspendeu o andamento do caso, impedindo que Barroso participasse dessa deliberação histórica antes de deixar o tribunal. A declaração foi feita durante o Brasília Tech Summit, evento sobre economia digital promovido pelo Amado Mundo.

A disposição de Barroso em esticar a corda no tribunal tem razão de ser. No evento, ele deixou claro o teor do voto que pretendia levar ao plenário ao afirmar que a plataformização do trabalho não pode virar um vácuo de garantias. A tese defendida pelo ministro é a de uma “terceira via”, um regime híbrido que passe longe do engessamento da CLT tradicional, mas que assegure o básico da dignidade humana.

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Ele disse ser inegociável que esses trabalhadores tenham direito a salário mínimo, teto de jornada máxima para evitar a exaustão e inclusão previdenciária.

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