O ‘antídoto’ do Google para os golpes virtuais
Google quer usas ‘vacina' para driblar o esquecimento das vítimas e dobra metas globais impulsionada pelo Brasil

O Google substituiu as tradicionais cartilhas educativas por uma “vacina” para tentar conter a explosão de fraudes na internet. A mudança de rota mira em uma armadilha biológica, já que estudos internos da big tech mostraram que o cérebro costuma apagar a dinâmica de um golpe cerca de 30 dias após o prejuízo. Para tentar fixar a estrutura central desses esquemas na mente da potencial vítima antes do apagão de memória, a empresa desenvolveu o jogo “Evite Golpes”. A meta é fazer o usuário detectar o perigo assim que os gatilhos psicológicos entram em cena, independentemente do enredo usado pelo criminoso.
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A tática provocou uma reviravolta nas metas globais da gigante de tecnologia devido ao apetite do público brasileiro. O país assumiu a liderança isolada de acessos no mundo, deixando para trás mercados como Singapura e Filipinas. O volume foi tão agressivo que a meta de acessos estipulada para todo o ano de 2026 será liquidada antecipadamente agora, no final de julho. O resultado levou o comando da big tech a dobrar o sarrafo para o restante do ano.
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Apesar do sucesso, o produto já passa por uma reforma. Os diagnósticos apontam que os módulos atuais exigem de 7 a 10 minutos de atenção, uma eternidade para os padrões atuais de navegação. A líder de Segurança e Confiabilidade do Google na América Latina, Priscila Couto, reconhece o gargalo na agilidade da ferramenta.
“É muito tempo. Ainda é muito tempo. A gente está trabalhando em conseguir diminuir esse tempo para ainda torná-lo mais ágil”, afirmou a executiva à coluna.