O alinhamento astral que os estrategistas de Crivella dizem ‘glorificar de pé’
Entre o tombo jurídico de Cláudio Castro e a desoneração bilionária das igrejas, Crivella herdou uma assembleia de votos no Rio

A saída de Cláudio Castro da disputa pelo Senado implodiu o tabuleiro político do Rio de Janeiro, e ninguém acompanha essa reorganização com tanto otimismo quanto Marcelo Crivella. O momento levou os próprios estrategistas de Marcelo Crivella passaram a tratar, entre o pragmatismo e a ironia, como uma verdadeira “intervenção divina”, digna de se “glorificar de pé”.
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A favor do bispo da Universal pesa o fato de o estado fluminense ter como tradição a força do eleitorado evangélico, que historicamente costuma carregar pelo menos um representante religioso para uma das duas cadeiras do Senado.
Como se não bastasse o cenário eleitoral desimpedido, Crivella colheu na mesma quinta-feira, 28, seu maior trunfo político recente com a aprovação da chamada PEC das igrejas. O projeto passou pela Câmara dos Deputados com 368 votos a favor e 96 contra, seguindo agora para o Senado. O texto zera a cobrança de impostos sobre a compra de quaisquer bens, insumos e serviços voltados à manutenção de templos de todas as religiões, além de creches e asilos vinculados às congregações.
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