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Com João Pedroso de Campos (subeditor), Gustavo Silva e João Pedro Bitencourt

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Reportagem

Na prisão, general condenado por golpe lê clássico que bolsonarista tentou censurar

General Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira começou a ler ‘Capitães da areia’, clássico de Jorge Amado que esteve na mira do bolsonarismo mais radicalizado

por João Pedroso de Campos
Publicado em 09/07/2026 às 09:00
O general da reserva Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

O general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, um dos condenados pela tentativa de golpe de Jair Bolsonaro, segue avançando em suas leituras na prisão para abater dias de pena. Em julho, o ex-ministro da Defesa de Bolsonaro e ex-comandante do Exército começou a ler “Capitães da areia”, clássico de Jorge Amado que recentemente esteve na mira do bolsonarismo mais radicalizado.

Em 2025, a vereadora Jéssica Lemonie, do PL de Itapoá (SC), tentou censurar a obra nas escolas públicas da cidade. Nas palavras da vereadora, o livro de cabeceira do general condenado por golpismo deveria ser banido por “apologia à criminalidade” e Jorge Amado seria um “instrumento comunista”.

A tentativa de censura no pequeno município catarinense ganhou repercussão nacional e gerou repúdio da Academia Brasileira de Letras, que tem o escritor baiano como um de seus imortais.

“Capitães da areia”, a propósito, já havia sido perseguido em 1937, no início da ditadura do Estado Novo, quando o governo de Getúlio Vargas queimou exemplares em praça pública em Salvador, sob alegação de propaganda comunista.

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