Guilherme Amado

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Com João Pedroso de Campos (subeditor), Gustavo Silva e João Pedro Bitencourt

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Reportagem

Nove meses após entrega de minuta, movimento indígena cobra de Lula Comissão da Verdade

Proposta da criação da Comissão Nacional Indígena da Verdade está parada desde outubro, e tem apoio de 58 entidades e parecer da Defensoria Pública da União

por Guilherme Amado, João Pedro Bitencourt
16/07/2026 às 13:51 · Atualizado há 2 meses
indígena
Indígenas acompanham sessão plenária do STF. Foto: Nelson Jr./STF

Nove meses depois de entregar ao governo federal a minuta do decreto que cria a Comissão Nacional Indígena da Verdade (CNIV), o movimento indígena volta a pressionar o governo pela instalação do colegiado. O documento foi recebido pela então ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, em outubro de 2025, mas até agora não foi assinado. A proposta tem apoio de 58 instituições e parecer favorável da Defensoria Pública da União.

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A minuta prevê investigação sobre assassinatos, genocídios, torturas, desaparecimentos, remoções forçadas e esbulhos de terras. A Comissão teria duração de três anos e maioria indígena em sua composição. Essa medida é uma recomendação da Comissão Nacional da Verdade desde 2014. Mais de dez anos depois, o mecanismo segue sem sair do papel.

“A proposta busca criar um espaço institucional para aprofundar a investigação dessas violações, fortalecer o direito à memória e contribuir para que essas histórias sejam conhecidas e não se repitam”, diz Paulino Montejo, da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB).

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A cobrança ganha força com um encontro entre lideranças indígenas marcado para 21 a 23 de julho, em Brasília. O diálogo vai tratar sobre os caminhos para a construção da CNIV, o fortalecimento da memória dos povos e as próximas articulações da iniciativa.

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