Guilherme Amado

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Com João Pedroso de Campos (subeditor), Gustavo Silva, João Pedro Bitencourt e Jade Abreu

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Reportagem

Ministro de Portugal que comandava PF do país discorda de Trump sobre PCC e CV

Luís Neves afirmou no Gilmarpalooza que definição de terrorismo inclui questões ideológicas

por João Pedroso de Campos
03/06/2026 às 07:33 · Atualizado há 4 meses

Lisboa — O ministro da Administração Interna de Portugal, Luís Neves, disse nessa quarta-feira, 3, discordar da decisão do governo dos Estados Unidos de enquadrar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas.

“O crime organizado é assente no lucro e o terrorismo está assente em questões ideológicas e utilização política determinada. Por isso Portugal e a Europa não farão, por ora, seja o que for”, afirmou o ministro, após sua participação no Fórum de Lisboa, o “Gilmarpalooza”.

A avaliacão de Neves sobre o assunto não é trivial. Antes de ser nomeado ministro, em fevereiro, ele comandou por oito anos a Polícia Judiciária (PJ) portuguesa, órgão que combate o crime organizado e é análogo à Polícia Federal brasileira. O ministro também dirigiu a Unidade Nacional Contraterrorismo da PJ por nove anos, entre 2009 e 2018.

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