Ministro de Portugal que comandava PF do país discorda de Trump sobre PCC e CV
Luís Neves afirmou no Gilmarpalooza que definição de terrorismo inclui questões ideológicas

Lisboa — O ministro da Administração Interna de Portugal, Luís Neves, disse nessa quarta-feira, 3, discordar da decisão do governo dos Estados Unidos de enquadrar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
“O crime organizado é assente no lucro e o terrorismo está assente em questões ideológicas e utilização política determinada. Por isso Portugal e a Europa não farão, por ora, seja o que for”, afirmou o ministro, após sua participação no Fórum de Lisboa, o “Gilmarpalooza”.
A avaliacão de Neves sobre o assunto não é trivial. Antes de ser nomeado ministro, em fevereiro, ele comandou por oito anos a Polícia Judiciária (PJ) portuguesa, órgão que combate o crime organizado e é análogo à Polícia Federal brasileira. O ministro também dirigiu a Unidade Nacional Contraterrorismo da PJ por nove anos, entre 2009 e 2018.