‘Memória de Copa’: Ruy Castro revive glória de 58 e Agualusa recorda torcida em Moçambique
Escritores compartilharam lembranças marcantes sobre os mundiais da Suécia e da Alemanha, relembrando esquadrões imbatíveis e indignações em bares

As memórias marcantes dos escritores Ruy Castro e José Eduardo Agualusa em Copas do Mundo vão da devoção pelo rádio na infância até situações peculiares em um boteco. Os dois autores compartilharam suas lembranças no “Memória de Copa”, série em vídeo do Amado Mundo.
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Ruy: ‘Até o time reserva teria sido campeão do mundo em 1958’
Para Ruy Castro, a Copa do Mundo “do coração” é a de 1958, disputada na Suécia. Na época com apenas 10 anos, ele lembra que as transmissões por televisão e o videotape ainda não existiam, fazendo com que a comoção tomasse conta através do rádio, dos jornais e das revistas.
“Eu vivia naquela época 24 horas por dia em função não só dos jogos do Brasil, mas de todos os outros jogos da Copa do Mundo”, contou.
Após escalar de cabeça a lendária equipe titular de 58 — Gilmar, Djalma Santos, Bellini, Orlando, Nilton Santos, Zito, Didi, Garrincha, Vavá, Pelé e Zagallo —, Ruy Castro destacou a qualidade do elenco brasileiro que venceu os donos da casa por 5 a 2 na final.
“O time reserva do Brasil também teria sido campeão do mundo, de tanto que o Brasil tinha craques naquela época para ganhar de todo o mundo”, relembrou.
Agualusa e a torcida inusitada em Moçambique
Já a principal lembrança de José Eduardo Agualusa vem da Copa do Mundo na Alemanha em 2006, a única em que a seleção de Angola, seu país natal, participou. O escritor conta que, no dia da partida de estreia entre Angola e Portugal, estava passeando pelas ruas de Moçambique, país africano, com o grande amigo, e também autor, Mia Couto.
Os dois decidiram entrar em um boteco que tinha uma televisão para assistir à partida, o que acabou rendendo uma memória frustrante: “Eu torcendo por Angola, e os moçambicanos todos torcendo por Portugal, o que na época me revoltou muito. É uma das poucas memórias que eu tenho de Copas, porque não sou muito futebol”.
A série “Memória de Copa” reúne personalidades de diferentes áreas para contar quais lembranças associam ao principal torneio do futebol mundial. Em vez de análises esportivas, os episódios recuperam histórias familiares, encontros, personagens e momentos que acabaram ligados a diferentes edições da competição.
‘Memória de Copa’ e mais no Amado Mundo
A Copa de 2026 tem cobertura especial do Amado Mundo. Nos Estados Unidos, a jornalista Domi Becker acompanha os bastidores da Seleção Brasileira e as movimentações em torno do maior torneio de futebol do planeta.
Além do “Memória de Copa” e da repórter in loco, a programação inclui ainda “Esquinas latinas”, série de minidocs com direção de Luís Nachbin, que acompanha personagens latino-americanos nos Estados Unidos para mostrar como a Copa se cruza com temas como imigração, identidade e pertencimento.
Assista a um dos episódio do “Esquinas Latinas”: