Manchester City é considerado culpado em todas as 115 acusações; punição não foi revelada
Comissão reguladora investigou 115 irregularidades financeiras apontadas pela Premier League; clube teria simulado pagamentos e inflado receitas em R$ 6,2 bi

O Manchester City foi considerado culpado por simular pagamentos e inflar artificialmente suas receitas em mais de 900 milhões de libras (R$ 6,2 bilhões), segundo a análise oficial realizada por uma comissão reguladora independente que investigava 115 acusações feitas pela Premier League. O clube inglês foi considerado culpado de todas as acusações, incluindo as violações mais graves dos regulamentos financeiros da competição, relacionadas a infrações cometidas entre 2009 e 2018.
A liga inglesa confirmou o veredito em comunicado oficial divulgado nesta terça-feira, 29/9. Os detalhes também foram divulgados pelo jornal “The Athletic”.
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Punições ainda serão definidas
O processo regulatório que confirmou as infrações do Manchester City durou dois anos – mas as primeiras informações sobre as fraudes surgiram em 2018. Segundo o documento, o clube apresentou ações “claramente destinadas a burlar” os regulamentos financeiros da Premier League, além de registrar “múltiplas violações de seus deveres de cooperação e máxima boa-fé”.
“Com as acusações comprovadas, a questão da sanção será tratada separadamente em uma audiência adicional com a comissão independente. De acordo com as regras da Premier League, essa audiência permanecerá privada e confidencial até que a publicação do resultado seja permitida (…) A intenção do Conselho da Premier League é que todo o processo (incluindo quaisquer recursos e publicação das decisões relevantes) seja concluído o mais rápido possível”, disse o comunicado oficial da liga.
As infrações cometidas pelo Manchester City foram denunciadas formalmente pela primeira vez em 2023 por Richard Masters, diretor executivo da Premier League, após as irregularidades serem descobertas por um hacker português e reveladas com exclusividade pela revista alemã Der Spiegel em 2018.
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Manchester City alega inocência
Em nota oficial, o Manchester City afirmou estar desapontado e surpreso com o conteúdo do relatório. “O clube é inocente das acusações feitas pela Premier League e existe um conjunto abrangente de provas irrefutáveis que sustentam todas as suas posições relativas a este caso. O clube será, portanto, incansável e, quando necessário, proativo em todos os fóruns regulatórios e legais apropriados”.
“O Manchester City FC agora buscará as vias de recurso disponíveis, com base no fato de que a opinião contém erros materiais claros, de direito, princípio e fato, e é insegura. O Clube respeitou diligentemente o devido processo por oito anos, com base na condição de que o Conselho e a Direção da Premier League se comportariam como reguladores independentes, imparciais e justos, livres de influência”, completou o posicionamento do clube.
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O clube conquistou oito vezes a Premier League desde 2008, ano em que foi comprado pelo xeique Mansour bin Zayed Al Nahyan, membro da família real de Abu Dhabi. Com o crescimento do clube e a criação do City Football Group (CFG), foram vendidas pequenas fatias do conglomerado a investidores estrangeiros. Porém, Mansour continua sendo o acionista majoritário.