Lula pesa ‘4×1’ e audiência feminina para decidir sobre debate da Globo
Acesso ao público feminino no horário da novela é principal argumento a favor da participação; inclusão de Zema ampliou resistência

A campanha de Lula pesa o risco de um “quatro contra um” e a oportunidade de alcançar um público em que precisa crescer para decidir se o presidente participará do debate da TV Globo nesta quinta-feira, 1º de outubro. A principal resistência é a perspectiva de Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Augusto Cury concentrarem os ataques no petista.
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A avaliação na campanha é que Lula não conseguiu construir uma candidatura auxiliar que pudesse ajudá-lo nessa dinâmica. Flávio, na leitura dos auxiliares do presidente, conta, de certa maneira, com os demais concorrentes para cumprir esse papel. A decisão do ministro Kassio Nunes Marques de incluir Zema no debate aumentou a resistência de Lula e de sua equipe à participação.
A ausência também é vista como compatível com o comportamento do presidente em eleições anteriores, nas quais deixou de comparecer a debates do primeiro turno. Para um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, a disposição é de participar.
Do outro lado da balança está o horário. Previsto para as 20h30, na faixa da novela, o debate oferece uma perspectiva de audiência maior do que a das edições exibidas até tarde da noite.
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Nas conversas com a campanha, a própria Globo ressaltou que reúne cerca de 28 pontos de audiência naquele horário e que o perfil dos espectadores coincide com um segmento em que Lula precisa avançar: mulheres, especialmente donas de casa. É essa oportunidade que sustenta o principal argumento a favor da presença do presidente.
O martelo será batido hoje.