‘Do Lemann para Dona Lindu, há um oceano no que é o empreendedor’, diz ministro
Paulo Pereira, ministro do Empreendedorismo, defende políticas públicas para o segmento, cuja maioria ganha até seis salários mínimos

O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, destacou que o público empreendedor com o qual o governo tenta dialogar — e articular políticas — não é parte de uma elite econômica. Segundo levantamento do Sebrae de 2025, 81% dos empreendedores com negócios de até três anos e meio de existência ganham até seis salários mínimos
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Pereira recorreu a um exemplo extremo para ilustrar a diversidade do perfil de empreendedores do Brasil. “Do Lemann para a Dona Lindu, mãe do presidente Lula, que lavava a roupa para fora, há um oceano de distância”, disse. Lula, em sua campanha, tem usado a mãe como referência de mulher forte, provedora e corajosa.
O ministro segue a mesma linha ao chamá-la de empreendedora, já que ela prestava um serviço por conta própria para sustentar a família. Já o empresário bilionário Jorge Paulo Lemann também pode ser chamado de empreendedor, apesar das condições completamente diferentes.
Pereira classificou como uma “retórica falsa da direita” a ideia de que uma ideologia ultraliberal organiza esse campo, e disse não acreditar nessa leitura. Para o ministro, uma parcela desse público já enxerga políticas públicas de forma positiva, e essa parcela pode crescer se o campo progressista disputar mais esse espaço. Ele fez uma autocrítica: hoje o campo disputa pouco esse espaço e devia disputar mais.
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Ele também citou avanços dos últimos 20 anos que, na sua visão, sustentam essa disputa, como a queda da tributação com o Simples, o acesso do MEI à seguridade do INSS e a expansão do crédito via FGO, Procred, Pronamp e Desenrola. Segundo Pereira, os governos Lula proporcionaram uma “nova geração de políticas para os empreendedores”.