Legado de Barretão passou de pai para filhos
Luiz Carlos Barreto, o Barretão, que morreu aos 98 anos nesta 4ª feira, produziu clássicos brasileiros, como "Terra em transe" e "Dona Flor e seus dois maridos"

O produtor Luiz Carlos Barreto, o Barretão, que morreu na madrugada desta quarta-feira (22/7), aos 98 anos, esteve por trás de filmes gigantes do cinema nacional, como “Vidas secas”, “Terra em transe”, “Dona Flor e seus dois maridos”, Nessa lista estão também dois longas-metragens indicados ao Oscar, “O Quatrilho” e “O que é isso companheiro?”, dirigidos, respectivamente, por seus filhos Fábio Barreto e Bruno Barreto.
Ao lado da esposa, Lucy Barreto, com quem foi casado por mais de 70 anos, fundou a LC Barreto, umas das maiores produtoras de cinema do Brasil, responsável por mais de 80 títulos, como “Memórias do cárcere”, “O padre e a moça” e “O beijo no asfalto”. Embora fosse um nome forte atrás das câmeras, Barretão só dirigiu um único filme, o documentário “Isto é Pelé”, em 1974, que registrou o fenômeno do futebol.
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Barretão deixa imenso legado
Também produziu “Garrincha – Alegria do povo”, de 1962, sobre outro craque da bola. O imenso legado de Barretão nas telas também se reflete na família, uma das mais conhecida do espectador brasileiro. Bruno Barreto se consagrou também no cinema americano, em filmes como “Voando alto”, estrelado por Gwyneth Paltrow.
Paula assumiu a produtora LC Barreto. Fábio teve um trágico destino. Durante a divulgação do filme “Lula, o filho do Brasil”, ele sofreu um acidente no Rio de Janeiro, em 19 de dezembro de 2009, e permaneceu inconsciente até sua morte, dez anos depois.
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