Indústria brasileira usa terras raras como trunfo em lobby contra taxas de Trump
Investida tenta neutralizar a Investigação da Seção 301 oferecendo facilidades no fornecimento de terras raras e minerais críticos

A indústria brasileira já definiu sua moeda de troca para conter o tarifaço de Washington contra o Brasil. Em tratativas de lobby, atividade legalizada nos EUA, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) colocou à mesa das negociações os ativos de terras raras e minerais críticos do país. A meta do setor produtivo é travar a aplicação da sobretaxa de 25% sobre centenas de produtos brasileiros antes do prazo final de julho estabelecido pela gestão de Donald Trump.
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O peso do argumento brasileiro está no subsolo. O país detém a segunda maior reserva de terras raras e minerais críticos do planeta, elementos que servem de matéria-prima para a fabricação de semicondutores, baterias de veículos elétricos, circuitos de tecnologia e sistemas de defesa aeroespacial.
As indústrias da América do Norte dependem da importação desses recursos para manter as linhas de produção. Por essa razão, a garantia de acesso às jazidas nacionais virou o contrapeso político para frear as sanções econômicas. A Casa Branca justifica as medidas com base em disputas sobre o sistema Pix e o controle das big techs.
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A execução da estratégia em solo americano é conduzida na capital federal pelos lobistas Brian Ballard e Hunter Morgen, do escritório Ballard Partners. Morgen ocupou o cargo de assistente na Casa Branca e de vice-diretor de política de comércio da presidência dos Estados Unidos entre os anos de 2017 e 2020, na gestão anterior de Trump.