Indicadores socioeconômicos fizeram o governo redesenhar o Celular Seguro
Levantamentos do Celular Seguro indicam que o bloqueio de dados bancários atendia ao topo da pirâmide

Pesquisas sobre o perfil econômico das vítimas motivaram o governo federal a focar a nova fase do programa Celular Seguro na recuperação física dos aparelhos. Os dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública indicam que, enquanto o modelo anterior atendia ao interesse de segurança das classes A e B, a população das faixas C, D e E demanda a devolução do bem.
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Criada para reduzir os índices de roubos e furtos, a iniciativa realizava na primeira fase de execução o travamento de chips e o bloqueio de aplicativos de banco para evitar fraudes financeiras. Essa característica do projeto gerou uma maior adesão entre as classes com maior poder aquisitivo.
Já o mecanismo atual mantém a transmissão de sinais do dispositivo eletrônico para mapear o deslocamento nas ruas e viabilizar a apreensão pelas polícias. O ajuste na estratégia responde à realidade financeira na base da pirâmide social, onde o telefone celular representa um patrimônio com custo pago em prestações de longo prazo.
O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, detalhou o fundamento da estratégia:
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“No celular seguro, a lógica era (…) de proteção dos dados. (…) Para as classes C, D e E, e a gente tem pesquisa sobre isso, o próprio aparelho é muito valioso, porque ele foi dividido, então ele tem a expectativa de que ele recupere, então a gente está indo atrás dessa recuperação”, disse.