Guilherme Amado

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Com João Pedroso de Campos (subeditor), Gustavo Silva e João Pedro Bitencourt

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Reportagem

Governo endurece critérios para emendas de 2027 e exige três anos de CNPJ para ONGs

Além da nova régua para as entidades, obras de engenharia financiadas por emendas só sairão do papel se estiverem registradas no sistema Obrasgov.br

por Gustavo Silva
Publicado em 24/09/2026 às 17:00
orçamento secreto / congresso / emendas
© Marina Ramos/Câmara dos Deputados

O governo publicou nesta semana as novas regras para a execução das emendas parlamentares a partir de 2027. Obra ou serviço de engenharia pago com o dinheiro de deputados e senadores só sai do papel se estiver registrado no Obrasgov.br.

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Para as ONGs, o funil apertou. Só passa quem tiver ao menos três anos de CNPJ e provar que sabe tocar projeto, com capacidade gerencial, técnica e operacional. A entidade que nasce na véspera do repasse fica sem vez.

As emendas de 2026 e de anos anteriores escapam da nova régua.

A nova norma também trava a pulverização do dinheiro público. Os ministérios terão de estabelecer critérios para impedir indicações genéricas de verbas de bancada e cada cota do repasse não poderá ser menor do que 10% do valor total da emenda.

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A única exceção para esse limite de fracionamento fica para as ações e os serviços de saúde.

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