Governistas vão ao TSE tentar reverter remoção de posts ligando Flávio ao Comando Vermelho
Ministra do TSE viu indícios de desinformação em publicações que relacionavam o senador à Operação Unha e Carne e ao crime organizado

Governistas cujas publicações foram alvo de uma decisão liminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira, 23, que determinou a retirada do ar de conteúdos que associavam Flávio Bolsonaro ao crime organizado, vão recorrer da medida da ministra Estela Aranha. Entre os atingidos pela decisão estão os deputados petistas Rogério Correia, Lindbergh Farias e Gleisi Hoffmann. Também foram alcançados pela ordem Guilherme Boulos, e administradores de perfis de esquerda nas redes sociais.
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A ação foi proposta pelo PL, que sustenta que as publicações extrapolaram os limites da crítica política ao associar Flávio à Operação Unha e Carne, da Polícia Federal, que investiga suspeitas de corrupção na Secretaria de Educação do Rio de Janeiro. Segundo o partido, os conteúdos também vinculavam o parlamentar ao crime organizado e ao Comando Vermelho.
Ao conceder a liminar, Estela Aranha afirmou haver indícios de desinformação e potencial dano à imagem do senador. A ministra já demonstrou preocupação, em outras ocasiões, com a veiculação de conteúdos desinformativos em plataformas digitais. “Até você identificar, ter uma decisão, mandar tirar e o prazo de tirar, às vezes, pode ser que o estrago seja feito”, disse em maio, durante a primeira edição do Brasília Tech Summit, evento promovido pelo Amado Mundo.
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Os conteúdos foram removidos pelas plataformas e não estavam disponíveis nesta terça-feira, 23. Ainda assim, os governistas vão recorrer da decisão têm a expectativa de que seus efeitos sejam revertidos. O mérito do caso agora será submetido ao Plenário do TSE. A ministra também determinou que as plataformas identifiquem os responsáveis pelos perfis citados na decisão.