Com Garotinho ameaçado na Justiça, Paes reaviva cálculo para vencer no 1º turno no RJ
Saída de Garotinho da corrida retira obstáculo para pontes evangélicas de Paes e abre disputa com Douglas Ruas pelos votos do eleitorado assistencialista

Com o revés político de Anthony Garotinho, sob risco de ter o registro de sua candidatura inviabilizado pela Justiça Eleitoral, a campanha de Eduardo Paes passou a ter motivos para reavivar a possibilidade de liquidar a eleição ao governo do Rio de Janeiro no primeiro turno. A entrada do ex-governador na corrida, há algumas semanas, tinha escanteado os planos do candidato do PSD de vencer no início da disputa, mas o novo cenário abre margem para um avanço sobre fatias decisivas do eleitorado.
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O enfraquecimento da candidatura do Republicanos retira do mapa o principal dique que represava votos evangélicos a Eduardo Paes. Dentro da articulação do PSD, a leitura é que as pontes construídas pelo candidato ganham passagem livre para atrair o eleitorado que ficaria dividido, impulsionadas pela escolha de Jane Reis para a vice, que é irmã de Washington Reis e tem forte ligação com o público evangélico.
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Além disso, existe uma incerteza entre articuladores sobre se o deputado estadual Douglas Ruas, candidato de Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro, conseguirá atrair para o seu campo gravitacional os eleitores que marchariam com Garotinho. Essa parcela da população no interior e nas periferias guarda forte memória das políticas assistenciais do ex-governador e tem um perfil bastante heterogêneo, o que não garante uma adesão imediata ao projeto do PL, voltado a pautas ideológicas.