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Com João Pedroso de Campos (subeditor), Gustavo Silva, João Pedro Bitencourt e Jade Abreu

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Reportagem

Fusão da Mitsubishi com Foxconn em ônibus elétricos enfrenta julgamento decisivo

Julgamento define se plano da Mitsubishi e Foxconn para o mercado brasileiro vai parar na geladeira

por Gustavo Silva
Publicado em 01/07/2026 às 09:00
MITSUBISHI
Operários montam caminhões na linha de produção da fábrica da Mitsubishi Fuso Truck and Bus Corporation (MFTBC) em Kawasaki, no dia 10 de março de 2015. A fábrica de Kawasaki produz mais de 170.000 veículos por ano para o mercado japonês e para mais de 150 mercados internacionais. FOTO AFP / TOSHIFUMI KITAMURA (Foto de TOSHIFUMI KITAMURA / AFP)

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) julga nesta quarta-feira, 1, a joint venture global entre a Mitsubishi Fuso e a Foxconn para a produção de ônibus elétricos. O caso virou um teste de força para a fiscalização de gigantes de tecnologia no país.

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A área técnica do órgão já tinha liberado o negócio por conta do baixo faturamento da montadora japonesa no Brasil. Mas o tribunal deu um cavalo de pau. A conselheira Camila Cabral avisou que medir titãs globais apenas por notas fiscais locais é um critério obsoleto.

Para salvar o cronograma internacional, as empresas pediram uma liminar para fechar o negócio lá fora e isolar a burocracia brasileira. Não colou. O relator Carlos Jacques Vieira Gomes negou a urgência e mandou o processo para a via mais lenta e profunda de investigação.

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Nos bastidores, a insatisfação é enorme. Interlocutores das multinacionais reclamam que elas viraram reféns de uma disputa institucional do próprio Cade. O plano de vender os novos veículos elétricos por aqui nos próximos cinco anos pode parar na geladeira, temem os executivos.

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