Fusão da Mitsubishi com Foxconn em ônibus elétricos enfrenta julgamento decisivo
Julgamento define se plano da Mitsubishi e Foxconn para o mercado brasileiro vai parar na geladeira

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) julga nesta quarta-feira, 1, a joint venture global entre a Mitsubishi Fuso e a Foxconn para a produção de ônibus elétricos. O caso virou um teste de força para a fiscalização de gigantes de tecnologia no país.
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A área técnica do órgão já tinha liberado o negócio por conta do baixo faturamento da montadora japonesa no Brasil. Mas o tribunal deu um cavalo de pau. A conselheira Camila Cabral avisou que medir titãs globais apenas por notas fiscais locais é um critério obsoleto.
Para salvar o cronograma internacional, as empresas pediram uma liminar para fechar o negócio lá fora e isolar a burocracia brasileira. Não colou. O relator Carlos Jacques Vieira Gomes negou a urgência e mandou o processo para a via mais lenta e profunda de investigação.
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Nos bastidores, a insatisfação é enorme. Interlocutores das multinacionais reclamam que elas viraram reféns de uma disputa institucional do próprio Cade. O plano de vender os novos veículos elétricos por aqui nos próximos cinco anos pode parar na geladeira, temem os executivos.