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Com João Pedroso de Campos (subeditor), Gustavo Silva, João Pedro Bitencourt e Jade Abreu

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Reportagem

Travadas no Cade, Foxconn e Mitsubishi pedem aval urgente para fusão 

Empresas Foxconn e Mitsubish dizem que joint venture virou refém de discussão regulatória ampla do Cade

por Gustavo Silva
08/06/2026 às 09:00 · Atualizado há 4 semanas
Operários montam caminhões na linha de produção da fábrica da Mitsubishi Fuso Truck and Bus Corporation (MFTBC) em Kawasaki, no dia 10 de março de 2015. A fábrica de Kawasaki produz mais de 170.000 veículos por ano para o mercado japonês e para mais de 150 mercados internacionais. FOTO AFP / TOSHIFUMI KITAMURA (Foto de TOSHIFUMI KITAMURA / AFP)

No mesmo dia em que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) selou um impasse institucional sobre o seu negócio, a taiwanesa Foxconn e a japonesa Mitsubishi Fuso Bus partiram para a ofensiva no órgão. As empresas protocolaram uma petição de urgência direcionada à presidência da autarquia para conseguir uma autorização liminar e precária que permita o fechamento imediato da transação global.

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As companhias alegam que não se mostra razoável que uma “discussão institucional”, que tem o presente caso apenas como “pano de fundo para definição de entendimento regulatório mais amplo”, produza “efeitos práticos gravosos sobre operação global legítima”.

O caso corre sob o rito sumário, voltado para processos rápidos. A transação é a compra de metade da fabricante japonesa pela gigante taiwanesa para criar uma joint venture de ônibus elétricos e a combustão, com planos de comercialização no Brasil em até cinco anos.

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O movimento reage à decisão unânime do Cade, de 29 de maio, que barrou o arquivamento do caso. A área técnica havia dispensado o aval porque o faturamento da montadora no país não atinge R$ 75 milhões. Mas o Tribunal, sob o voto da conselheira Camila Cabral Pires Alves, entendeu que o faturamento formal não basta para medir o impacto de gigantes de tecnologia.

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