Travadas no Cade, Foxconn e Mitsubishi pedem aval urgente para fusão
Empresas Foxconn e Mitsubish dizem que joint venture virou refém de discussão regulatória ampla do Cade

No mesmo dia em que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) selou um impasse institucional sobre o seu negócio, a taiwanesa Foxconn e a japonesa Mitsubishi Fuso Bus partiram para a ofensiva no órgão. As empresas protocolaram uma petição de urgência direcionada à presidência da autarquia para conseguir uma autorização liminar e precária que permita o fechamento imediato da transação global.
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As companhias alegam que não se mostra razoável que uma “discussão institucional”, que tem o presente caso apenas como “pano de fundo para definição de entendimento regulatório mais amplo”, produza “efeitos práticos gravosos sobre operação global legítima”.
O caso corre sob o rito sumário, voltado para processos rápidos. A transação é a compra de metade da fabricante japonesa pela gigante taiwanesa para criar uma joint venture de ônibus elétricos e a combustão, com planos de comercialização no Brasil em até cinco anos.
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O movimento reage à decisão unânime do Cade, de 29 de maio, que barrou o arquivamento do caso. A área técnica havia dispensado o aval porque o faturamento da montadora no país não atinge R$ 75 milhões. Mas o Tribunal, sob o voto da conselheira Camila Cabral Pires Alves, entendeu que o faturamento formal não basta para medir o impacto de gigantes de tecnologia.