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Com João Pedroso de Campos (subeditor), Gustavo Silva, João Pedro Bitencourt e Jade Abreu

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Reportagem

A avaliação da FlixBus sobre o vaivém no mercado de ônibus interestaduais 

Flixbus critica ‘complexidade artificial’ após suspensão de resultado preliminar pela ANTT

por Gustavo Silva
02/06/2026 às 14:20 · Atualizado há 4 meses
Marcelo Camargo/Agência Brasil

A FlixBus vê com forte preocupação a última guinada da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) no mercado de ônibus interestaduais. Para a empresa, a agência reguladora criou uma “complexidade artificial” e tirou a pouca previsibilidade que o setor já tinha ao anular o resultado preliminar da primeira janela extraordinária de abertura do mercado.

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A queixa tem endereço certo: a agência mudou a regra com a bola rolando. Em outubro do ano passado, a ANTT havia garantido por escrito que nenhuma alteração posterior mudaria a data de corte para definir as novas rotas elegíveis. As empresas se planejaram e os resultados preliminares saíram no fim de abril. Duas semanas depois, contudo, o órgão voltou atrás, invalidou o que havia feito e mandou reprocessar o certame inteiro, empurrando a nova decisão para 15 de junho.

Diz Edson Lopes, CEO da companhia no Brasil: “Não é mais um debate sobre abertura ou fechamento do mercado. (…) O desafio da agência é transformar o modelo aprovado por ela em uma política regulatória previsível, estável e capaz de ampliar, em algum nível, a conectividade e a oferta de serviços para a população.”

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O recuo congelou um processo que atraiu 58.814 inscrições, sendo um quarto de novas empresas querendo entrar no jogo. Os dados que foram para o lixo projetavam um salto de 52% no número de operadoras autorizadas no país, o que ampliaria o atendimento para 2.783 municípios. Hoje, vale o registro, minguados 37% das cidades brasileiras contam com ao menos uma linha interestadual regular.

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