Flávio Bolsonaro e Douglas Ruas culpam PF por palanques vazios
Flávio e Ruas avaliam que investigações da PF inibiram alianças estaduais no RJ

As campanhas de Flávio Bolsonaro e de Douglas Ruas, ambos do PL, avaliam que as ações da Polícia Federal, focadas em investigações sobre o entorno bolsonarista e lideranças do partido, esvaziaram sua base de aliados no Rio de Janeiro.
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Sem exibir coligações, a campanha conservadora credita ao medo de operações da PF a debandada de prefeitos rumo ao palanque de Eduardo Paes (PSD)
De fato, não faltaram operações da PF contra o PL do Rio de Janeiro neste ano: Vigilância Aproximada, Tempus Veritatis, Sem Refino e Carbono Oculto.
Todas miraram nomes da base da direita e lideranças fluminenses como o ex-governador Cláudio Castro (PL) e o ex-secretário do Ambiente Bernardo Rossi.
Para tentar reverter o isolamento político e enfraquecer a aliança do adversário, o QG de Douglas Ruas aposta em um cálculo atrelado à corrida eleitoral nacional.
A campanha trabalha com a hipótese de que, caso a disputa presidencial vá para um segundo turno com margem muito estreita entre os candidatos, o PT transferirá toda a sua máquina e foco estratégico para a eleição federal.
Segundo essa leitura, esse redirecionamento de energia deixaria a campanha de Eduardo Paes desassistida no cenário estadual, abrindo espaço para que lideranças e prefeitos fluminenses mudassem de lado.
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A divulgação da pesquisa Quaest na última quarta-feira (23/9) soprou um vento de esperança para a direita.
No levantamento estimulado, Eduardo Paes registrou 36% das intenções de voto, e Douglas Ruas apareceu com 23%. Com isso, a vantagem de Paes caiu de 21 para 13 pontos percentuais.