Empresa de Flávio Bolsonaro, defensor da negociação patrão-empregado, demitiu balconista grávida
Flávio Bolsonaro e o ex-sócio pagam R$ 30 mil a funcionária demitida grávida demitida na pandemia

Em campanha para a Presidência, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) tem defendido a negociação direta entre patrões e empregados, assim como pagamento por horas trabalhadas e outras mudanças na legislação trabalhista.
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Em 2021, contudo, a loja Bolsotini Chocolates e Café LTDA, de Flávio Bolsonaro com o ex-sócio Alexandre Santini, foi alvo na Justiça trabalhista por demitir uma funcionária com 9 semanas de gravidez. A funcionária terá o nome preservado.
A balconista não tinha carteira assinada, não recebeu FGTS e ainda foi demitida sem aviso prévio. Flávio e o sócio fecharam um acordo de R$ 30 mil quase um ano depois da demissão.
De acordo com o processo ao qual o Amado Mundo teve acesso, a funcionária havia informado ao superior alguns dias antes que estava grávida. Ela recebia R$ 1,1 mil de salário por mês e foi contratada para trabalhar das 9h30 às 17h30, de segunda a domingo, com uma folga semanal.
A empresa de Flávio encerrou as atividades em março de 2021, no mesmo ano do acordo.
Negociação patrão-empregado
A proposta de uma negociação direta entre o patrão e o empregado está presente no Plano de Governo de Flávio Bolsonaro.
“Defendemos o negociado sobre o legislado, ou seja, permitir que trabalhador e empresa combinem diretamente as condições de trabalho que funcionam para os dois, dentro da lei, em vez de seguir uma regra única imposta a todos”, destaca o plano.
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Atualmente, a lei trabalhista permite acordos individuais, como em relação a banco de horas, compensação de jornada, regras para atividades home office.
A reportagem procurou a assessoria de Flávio Bolsonaro, mas não obteve resposta até o momento.