Flávio Bolsonaro cogitou ir a Aparecida, mas desistiu por receio da recepção
Campanha se perde na reação à crise; ida ao TSE, crítica à CNBB e aparição com imagem da santa são apontadas como erros

Flávio Bolsonaro cogitou ir a Aparecida no fim de semana, para tentar reverter a crise aberta em torno do boato sobre tirar de Nossa Senhora o título de “Padroeira do Brasil”, mas descartou a visita por receio de como seria recebido pelos fiéis. A desistência é um dos exemplos da insegurança da campanha sobre como lidar com a crise em torno da santa.
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Três movimentos são apontados como erros na reação ao episódio: recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral, criticar a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e tentar associar o candidato à padroeira, segurando uma imagem da santa.
A avaliação é que a ofensiva judicial prolonga a discussão, enquanto o ataque à CNBB abre uma frente de conflito com a Igreja Católica. As duas iniciativas acabam alimentando um assunto que a campanha precisa superar.
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Já a aparição com a imagem de Nossa Senhora é vista como uma tentativa de conter o desgaste sem uma estratégia consistente. A sequência de confronto e aceno religioso expõe a dificuldade da campanha para definir como se dirigir ao eleitorado católico.