Reportagem

Flávio Bolsonaro lamenta perda de aliança com prefeito de Nova Iguaçu (RJ)

Rogério Lisboa, do PP, apoiou Jair Bolsonaro em 2022 e seria candidato a vice-governador na chapa do PL, até recuar após veto do partido e se aliar a Paes

por Cedê Silva
21/08/2026 às 14:49 · Atualizado há 2 meses
Flávio Bolsonaro em comício em Nova Iguaçu (Vittor Sales/Divulgação Campanha Flávio Bolsonaro)
Flávio Bolsonaro em comício em Nova Iguaçu (Vittor Sales/Divulgação Campanha Flávio Bolsonaro)

O candidato Flávio Bolsonaro (PL) lamentou nesta sexta (21/8) ter perdido o apoio do ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa (PP). A declaração foi dada em comício na cidade.

“Uma grande honra estar aqui nessa manhã com tanta gente animada e disposta a lutar pelo seu país, lutar por Nova Iguaçu. Que já teve um prefeito mais perto da gente, né?”, declarou Flávio, do alto do carro de som. Durante o 2º turno de 2022, o então prefeito Rogério Lisboa apoiou a candidatura de Jair Bolsonaro e participou de comício ao lado da então primeira-dama Michelle Bolsonaro.

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Neste ano, Lisboa chegou a publicar que tinha aceitado o convite para ser candidato a vice-governador do Rio na chapa de Douglas Ruas (PL). No entanto, o diretório estadual do PP vetou a composição. A vereadora de Niterói Fernanda Louback concorre como vice de Ruas em uma chapa puro-sangue.

Rogério Lisboa e o atual prefeito de Nova Iguaçu, Dudu Reina, participaram também hoje de um evento com vereadores da cidade em apoio à candidatura de Eduardo Paes (PSD), concorrente de Ruas e aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Flávio Bolsonaro reforça discurso de segurança pública

No discurso da manhã desta sexta, Flávio voltou a dizer que, se eleito, vai tratar o PCC e o Comando Vermelho como terroristas. “A partir de janeiro do ano que vem eles sabem que eu vou declarar guerra aos narcoterroristas do Brasil”, afirmou.

A declaração vem no mesmo dia de uma conversa por telefone entre os presidentes Lula e Donald Trump. Segundo nota do Palácio do Planalto, durante a conversa, Lula “argumentou que grupos criminosos exercem terror cotidiano sobre as populações mais carentes, mas não se confundem com organizações terroristas”.

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