Miguel Barbieri

Tudo sobre cinema e o mundo dos streamings

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Análise

4 ótimos filmes na Netflix (um de cada país) que você pode ter perdido

Na Netflix: uma seleção com filmes da Suécia, Espanha, Argentina e Taiwan

26/09/2026 às 11:17 · Atualizado há 3 semanas
Netflix tem o belo e comovente filme sueco "O que tiver que ser: na lista dos melhores de 2024 (divulgação)
A família do filme sueco “O que tiver que ser”, da Netflix (divulgação)

A Netflix lança tantos filmes e séries, quase que diariamente, que certamente você já colocou vários na sua lista – e por lá eles ficaram. E foi pensando nisso que nasceu esta seleção: apresentar títulos que não chamaram muito a atenção na época do lançamento, mas que, para mim, são imperdíveis. Eu gosto também de variar os longas-metragens por países e, desta vez, a escolha abarca Argentina, Taiwan, Espanha e Suécia. Boas sessões!

“Goyo” > É uma graça o filme argentino do mesmo diretor de “Granizo” e “O último gigante”, que também estão na Netflix. O cineasta Marcos Carnevale tem sua filmografia pautada em conflitos familiares e, desta vez, foge um pouco do tema ao abordar o cotidiano de Goyo, um rapaz autista que trabalha como guia de um museu, interpretado pelo ótimo Nicolás Furtado. Seu dia a dia muda completamente quando ele passa a se interessar por uma colega de trabalho.

Netflix tem o representante de Taiwan no Oscar 2026

“A garota canhota” > Foi o representante de Taiwan no Oscar 2026 e ficou na shortlist, a seleção com os quinze pré-indicados ao prêmio. A história é, basicamente, a de uma mãe solteira e suas duas filhas, uma garotinha e uma adolescente. Elas se mudam para Taipé, onde a mãe vai tentar ganhar a vida vendendo macarrão em uma feira noturna. A menina, então, fica livre para correr pelos corredores e fazer novos contatos e amizades – e a atriz mirim Nina Ye rouba a cena como a pequena protagonista que aprende lições de vida em um cotidiano cercado pela empatia e pela indiferença.

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“O cativo” > A Netflix caprichou na produção de época do filme que faz um recorte da vida do então futuro escritor Miguel de Cervantes (Julio Peña), quando o autor de “Dom Quixote” foi feito prisioneiro pelos mouros, em 1575, na Argélia. Dotado de uma mente criativa, ele passa a contar histórias envolventes aos outros detentos políticos, fato que acaba chamando a atenção de Hassan (Alessandro Borghi), o regente de Argel. Uma das ousadias do roteiro é tomar a liberdade de explicitar a orientação sexual de Cervantes, embora não existam estudos comprovados de que ele era bi ou homossexual.

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“O que tiver que ser” > Não tem como não gostar desse drama familiar sueco, que esteve na minha lista de melhores filmes de 2024. Trata-se da complexa relação de um casal, interpretado por Josephine Bornebusch e Pål Sverre Hagen. Ele pediu o divórcio, mas ela faz ao marido um último pedido: quer que a acompanhe em uma viagem de carro pelo interior da Suécia na companhia da filha adolescente e do filho caçula. Há um objetivo na jornada que é de partir o coração e, por isso, prepare-se para um desfecho comovente.

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