Espanha teve a bola e jogador a mais, mas precisou de herói improvável para vencer a Copa
Ferran Torres, reserva durante a Copa do Mundo, fez o gol da vitória da Espanha por 1 a 0 contra a Argentina na decisão

A Espanha venceu a Copa do Mundo de 2026 após superar a Argentina por 1 a 0 em Nova Jersey. Constantemente criticado pelos torcedores da seleção, Ferran Torres surgiu no segundo tempo da prorrogação para marcar o gol do segundo título espanhol em mundiais.
Torres figurou como reserva de Mikel Oyarzabal durante toda a competição. Ao final da fase de grupos da Copa do Mundo, o atacante liderou o ranking de “gols esperados” da competição com índice de 1,99 — como ele passou em branco nos três primeiros jogos, essa métrica mostra que o espanhol perdeu, pelo menos, uma chance clara de gol por partida.
O gol decisivo da final foi o primeiro de Ferran Torres nesta edição da Copa do Mundo. O atacante do Barcelona chegou a marcar outro contra a Argentina, mas o lance foi anulado em decorrência de um milimétrico impedimento do camisa 7.
A aparição de Ferran no minuto 106 de partida trouxe justiça a uma final “amarrada” pelos argentinos, que cometeram 23 faltas durante todo o jogo. Mesmo com grande aplicação tática e boa marcação, os argentinos não foram capazes de ameaçar os rivais europeus durante a decisão. Messi, principal esperança sul-americana no confronto, teve uma partida apagada.
Como foi a final da Copa do Mundo
A Espanha manteve o controle da bola na maior parte da decisão, mas não conseguiu traduzir a posse em pressão contra o gol adversário. Mesmo sem criar perigo constante, os espanhóis tiveram as melhores oportunidades da partida. A Argentina finalizou contra o gol de Unai Simón pela primeira vez somente durante a prorrogação.
Durante a decisão, a Argentina perdeu os dois zagueiros titulares por lesões. Lisandro Martínez e Cristian Romero foram substituídos por Nicolás Otamendi e Facundo Medina, e a seleção sul-americana seguiu cumprindo o seu plano com eficiência: mesmo sem a bola, quebrar o ritmo de jogo da Espanha, evitando que o adversário criasse um grande número de oportunidades
Pedri, Ferran Torres e Rodri tiveram oportunidades nos 15 minutos finais do segundo tempo, mas não conseguiram estabelecer uma vantagem espanhola no placar. Antes do apito final, Enzo Fernández foi expulso ao receber o segundo cartão amarelo, permitindo que a Espanha disputasse toda a prorrogação com um jogador a mais em campo.
Dibu Martínez assumiu o protagonismo no início da prorrogação. O goleiro da Argentina fez uma defesa fundamental após Nico Williams cabecear livre na área. Porém, o goleiro do Aston Villa, da Inglaterra, não conseguiu defender o chute de Ferran Torres após Nico realizar uma bela assistência de cabeça.
Messi ainda deu uma espetacular assistência para Simeone nos minutos finais da prorrogação, mas a defesa espanhola conseguiu uma antecipação. A Espanha consegue, além do título, bater a impressionante marca de apenas um gol sofrido durante a competição.
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Espanha faz história
Assim como em 2010, quando conquistou o seu primeiro título mundial, a Espanha decidiu a final apenas na prorrogação. Na época, Andrés Iniesta foi responsável pelo gol que levou os espanhóis à primeira glória.
E as coincidências são muitas. Shakira também fez o tema musical da Copa do Mundo, a Espanha voltou a bater Portugal nas oitavas de final por 1 a 0, e a partida inaugural do torneio foi entre México e África do Sul. Parecia que o Mundial de 2026 já tinha um destino traçado.
A Espanha também conquista a maior série invicta da história do futebol de seleções. A equipe treinada pelo técnico Luis de La Fuente chegou ao 38º jogo sem derrota, superando o recorde estabelecido pela seleção da Itália (37) entre 2018 e 2021.