Durigan defende retomada do estudo sobre energia nuclear com reatores menores
Ministro da Fazenda acredita que o Brasil perdeu tempo com a ideia de que não era possível fazer grandes investimentos em energia nuclear

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu a retomada dos estudos sobre a implementação da energia nuclear no Brasil. Em entrevista à coluna, ele defendeu modelos de reatores menores, que, segundo ele, têm menos risco de vazamento do que os reatores maiores, como o de Angra 3, obra que foi paralisada.
Assista à íntegra da entrevista com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, aqui.
“Temos que voltar a estudar energia nuclear. Perdemos tempo em razão da ideia de que não se podia fazer esse investimento. Vejo isso com bons olhos, desde que achemos um mecanismo seguro, talvez com reatores menores, ou eventualmente retomando Angra 3, mas com nova tecnologia”, destacou.
Por outro lado, o ministro disse que a energia termoelétrica deve ser a exceção. Segundo ele, o Brasil ainda depende dessa fonte para garantir a estabilidade do sistema elétrico, mas, por ser muito poluente, seu uso deve ser reduzido na medida do possível.
Durigan acredita que deva haver menos benefícios específicos para segmentos dentro do setor elétrico. Segundo ele, essa quantidade de benefícios faz com que a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo de financiamento do setor, fique muito alta, repassando o custo para os consumidores de energia elétrica como um todo.
Apesar de ser contrário a esse tipo de benefício, o ministro defendeu incentivos a baterias para auxiliar as energias renováveis, como eólica e solar, que dependem muito da incidência solar ou de ventos.
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Durigan defendeu maior investimento em infraestrutura, como linhas de transmissão, para garantir bom escoamento e baratear o custo da energia elétrica.