Empreiteiras da Lava Jato perdem recursos em processo sobre cartel em obras da CPTM
Investigação atinge a cúpula da construção civil, que foi investigada na Lava Jato, e cobra balanços financeiros pendentes em suposto cartel em obras da CPTM

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) rejeitou em bloco os recursos das empreiteiras da Lava Jato para enterrar a apuração de um esquema de cartel em obras da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) na Grande São Paulo.
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A investigação nasceu de um acordo de leniência fechado pelo próprio órgão em 2021 e atinge a cúpula da construção civil. A lista de acusados inclui gigantes como Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Odebrecht, OAS e Queiroz Galvão, além de dezenas de executivos.
As defesas dos investigados tentavam liquidar o processo alegando prescrição das infrações e escassez de indícios. O Cade, no entanto, lavou as mãos para os argumentos e avisou que a hora de discutir a produção de provas é agora na fase de instrução.
A autoridade liberou as testemunhas da Galvão Engenharia e da Constran, ao mesmo tempo em que cobrou balanços financeiros pendentes da Tejofran e deu prazo curto para os acusados decidirem se vão depor.
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O órgão só perdoou as acusações contra dois investigados – Telmo Giolito Porto e Severino Junqueira Reis de Andrade -, por terem morrido durante o processo.