Em meio a ações da PF, direita do RJ tem vácuo que favorece candidato de Flávio
Esvaziamento da antiga cúpula da política estadual fluminense clareia cenário eleitoral para Douglas Ruas, candidato de Flávio Bolsonaro

Candidato de Flávio Bolsonaro ao governo do Rio de Janeiro, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Douglas Ruas, passou a ser apontado por aliados e adversários, nos bastidores, como maior beneficiado politicamente pela nova operação da Polícia Federal que mirou o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, nessa quinta-feira, 2.
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Embora Ruas tenha integrado o grupo político do enrolado Cláudio Castro, a avaliação entre interlocutores políticos do estado é que a ação o ajuda a consolidar sua posição na direita fluminense diante de um “vácuo” no grupo. Nas pesquisas, Douglas Ruas aparece como o principal desafiante ao ex-prefeito Eduardo Paes, líder nos levantamentos sobre o governo do estado.
Com o desgaste recaindo sobre o grupo de Bacellar, a cúpula atual da Alerj tenta se colocar como uma direita “sem os vícios” da política fluminense de sempre.
Quando Rodrigo Bacellar deixou a presidência da Alerj, a gestão sob influência de Guilherme Delaroli e do próprio Douglas Ruas promoveu uma leva de exonerações, boa parte delas atingindo quadros ligados ao grupo político do ex-governador Sérgio Cabral, mesmo entorno que a PF atingiu nesta quinta.
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Além de Bacellar, foram alvos da operação Marco Antônio Cabral, filho de Cabral, o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, e o pastor Márcio Poncio, pai da deputada estadual Sarah Poncio. A quinta fase da Operação Unha e Carne mira o esquema de lavagem de dinheiro da cúpula do jogo do bicho comandada por Adilsinho.