A justificativa de Eduardo Cunha para misturar religião e política
Para atrair eleitorado evangélico, Cunha tem usado púlpito para justificar atuação de líderes religiosos na política

Na tentativa de retornar à Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha tem adotado um esforço retórico para justificar a mistura entre fé e política.
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Cunha passou a rebater o estigma de parte do eleitorado evangélico de que a política seria “coisa do diabo”.
“Quando a gente acha que a política é coisa do diabo, a gente deixa a política pro diabo. Alguém será eleito de qualquer forma”, disse em pregação publicadas nas redes.
Para sustentar que o segmento evangélico precisa ocupar espaços de poder, o político recorre à Parábola de Jotão, no livro bíblico Juízes, sobre árvores que recusam o comando até que o espinheiro assume o trono.
Na leitura apresentada por Cunha, a omissão das lideranças frutíferas abre caminho para opções indesejadas.
“É a nossa opção, querer ficar debaixo do espinheiro ou não”, afirmou no púlpito.
Para dar musculatura a essa estratégia em solo mineiro, onde é candidato, a campanha exibe registros ao lado de expoentes do neopentecostalismo brasileiro.
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O político virou presença cativa nas pregações do pastor Valdemiro Santiago, fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus, e do pastor R. R. Soares, líder da Igreja Internacional da Graça de Deus.