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Com João Pedroso de Campos (subeditor), Gustavo Silva e João Pedro Bitencourt

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Reportagem

Ecos de Braga Netto e ‘anti-Lulinha’: as reações no PL ao vice de Flávio Bolsonaro

Escolha de Alfredo Gaspar como vice de Flávio surpreendeu PL e dividiu opiniões no partido do bolsonarismo

por João Pedroso de Campos
05/08/2026 às 20:35 · Atualizado há 1 mês
Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar (Foto: Vittor Sales/Divulgação Campanha)

Produto do isolamento político de Flávio Bolsonaro, a escolha do deputado Alfredo Gaspar como candidato a vice na corrida presidencial surpreendeu o PL e dividiu opiniões no partido do bolsonarismo. A articulação que alçou Gaspar, então candidato ao Senado em Alagoas, à posição de destaque na chapa de Flávio ficou restrita a poucos nomes da cúpula da sigla e não foi submetida a consultas internas mais amplas.

Entre lideranças do PL, há quem avalie que Flávio comete o mesmo erro de Jair Bolsonaro em 2022 ao não definir uma mulher como companheira de chapa e optar por um nome sem densidade eleitoral. O próprio presidente do partido, Valdemar Costa Neto, um dos que participaram da definição sobre Gaspar, já havia declarado que Bolsonaro errou ao abrir mão da senadora Tereza Cristina para ir às urnas tendo o general Walter Braga Netto a seu lado, há quatro anos.

Embora tenha significado uma “vacina” contra um eventual impeachment de Bolsonaro em um segundo mandato — que não se concretizou —, a leitura sobre Braga Netto, já àquela época, era que ele não acrescentava um voto sequer ao então presidente, muito menos entre o eleitorado feminino. Na pesquisa Quaest divulgada nessa quarta-feira, 5, Flávio Bolsonaro marcou 35% da preferência entre as mulheres em um cenário de segundo turno contra Lula, que tem 47%.

Apesar das críticas internas, uma outra ala de lideranças do PL julga que a surpreendente definição por Alfredo Gaspar levará para a chapa de Flávio uma simbologia importante para o momento, em razão de sua recente atuação recente no Congresso como relator da CPI do INSS. “Ele é o anti-Lulinha”, diz um parlamentar do PL.

Enquanto Flávio tem muito a explicar sobre sua amizade com Daniel Vorcaro, suspeitas em torno do esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões rondam nomes estreitamente ligados a Lula, como seu filho Fábio Luís, o Lulinha, e Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente.

Investigado em três frentes no Supremo, Lulinha é amigo da lobista Roberta Luchsinger, que tinha negócios com Antônio Carlos Camilo Antunes, o célebre “Careca do INSS”. Marcola tomou um empréstimo de R$ 249 mil com Roberta, transação que o derrubou de um posto na campanha de Lula.

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