Reportagem

Brasileiro precisa defender as bets legalizadas no país, diz diretor da Betano

No Brasília Tech Summit, especialistas debateram os desafios da regulamentação e o enfrentamento às plataformas clandestinas de apostas no Brasil

por Letícia Corrêa
28/05/2026 às 15:04 · Atualizado há 4 meses
Bets
Da esquerda para a direita, o head de relações institucionais e governamentais do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), Fábio Caires, o diretor de relações institucionais da Betano, Guilherme Figueiredo, o advogado e colunista do Amado Mundo, Matheus Puppe, e o Secretário Nacional de Apostas Esportivas, Giovanni Rocco (Foto de Paulo Cerqueira)

Diretor de relações institucionais da Betano, Guilherme Figueiredo afirmou, nesta quinta-feira (28), durante a 1ª edição do Brasília Tech Summit, evento promovido pelo Amado Mundo, que a população precisa defender as casas de apostas, conhecidas como bets, legalizadas para proteger a sociedade brasileira, uma vez que o mercado ilegal submete os consumidores a golpes digitais e fraudes operadas pelo crime organizado.

Figueiredo argumentou que, atualmente, as plataformas legais oferecem mecanismos reais de segurança, como o reconhecimento facial, para impedir o acesso de menores de idade e a proibição do uso de cartões de crédito, o que protege o usuário do endividamento.

Além disso, de acordo com ele, diferentemente do mercado clandestino, que expõe o consumidor a golpes e fraudes sem chance de reclamação, as bets legalizadas pagam impostos que são revertidos para áreas fundamentais, como saúde, segurança pública e esporte.

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“Hoje não existe a situação do não jogo. Ou você defende o jogo legal ou você defende o jogo ilegal. E o que a gente pede é que você não precisa ser a favor de apostas. Motivos você pode ter contra, mas você deve defender o mercado regular de apostas, porque é ele que protege a sociedade”, argumentou Figueiredo.

Representando o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), Fábio Caires reforçou o impacto da ilegalidade, apontando uma sonegação estimada em R$ 11 bilhões ao ano. Caires fez um alerta aos legisladores, ressaltando que é preciso haver equilíbrio nas regras, já que, na avaliação dele, o excesso de restrições impostas ao mercado regular acaba se transformando em um diferencial competitivo de bandeja para os operadores ilegais, que atraem os consumidores oferecendo rotas com menos controle.

PF investiga bets ilegais

O Secretário Nacional de Apostas Esportivas do Ministério do Esporte, Giovanni Rocco, detalhou o avanço das investigações contra o mercado ilegal, com foco na atuação da Polícia Federal (PF). Rocco revelou que a PF criou uma base de inteligência exclusiva para investigar o jogo ilegal e a manipulação de resultados. Segundo ele, essa força-tarefa conta com um delegado e cinco agentes dedicados 24 horas por dia a essas investigações.

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O secretário também destacou que o sistema financeiro brasileiro é um grande aliado da polícia, pois, enquanto no exterior os criminosos se escondem atrás de várias camadas nas bandeiras de cartão de crédito, no Brasil o uso do Pix na maioria dos pagamentos de apostas permite à PF rastrear imediatamente a conta do beneficiário final, asfixiando o caixa do crime organizado.

“Com o Pix você já identifica o beneficiário final e o banco que o cara tá operando. Então, é um ganho gigantesco. E a sensibilidade da Polícia Federal de criar uma base só para investigar manipulação de resultados e jogos ilegais também é outro ganho”, defendeu.

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