Reportagem

Dino pede a Fachin investigação sobre conexão entre Master e instituto ligado a Mendonça

Ministro do STF pede que investigação esclareça ligação de contratos da prefeitura de São Paulo com encontro entre Vorcaro e Mendonça

por Weslley Neto
15/09/2026 às 09:29 · Atualizado há 4 semanas
André Mendonça, ministro do STF (Carlos Moura/SCO/STF)
André Mendonça, ministro do STF (Carlos Moura/SCO/STF)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, que determine abertura de investigação para apurar uma suposta relação entre o Banco Master, o Instituto Iter, fundado pelo ministro André Mendonça, e contratos firmados pelo município de São Paulo.

O pedido feito pelo ministro nesta terça-feira, 15/9, é embasado na definição de regras para o funcionamento de cemitérios privados no estado de São Paulo. Uma série de circunstâncias sobre os acordos precisa ser esclarecida, segundo a avaliação de Dino.

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Irmão de Mendonça trabalha na SP Regula

A solicitação questiona o interesse de Mendonça nesse processo. Em abril de 2025, quando um julgamento relacionado ao caso foi retomado, Mendonça apresentou um voto contrário à manutenção de uma medida cautelar que afetava os cemitérios privados.

Dino argumenta que Alexandre de Almeida Mendonça, irmão de André Mendonça, trabalha na SP Regula, agência responsável pela regulação de serviços públicos de São Paulo. Alexandre atua justamente na área funerária e cemiterial.

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Vorcaro foi a instituto fundado por Mendonça

O encontro entre Mendonça e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, também foi citado no pedido de Dino. A reunião teria acontecido em 14 de março de 2025, na sede do Instituto Iter – sem constar na agenda oficial do ministro e só revelado depois de matéria jornalística do ICL Notícias.

O instituto passou a realizar serviços e ter contratos remunerados com o município, que é parte diretamente envolvida na ação relacionada aos cemitérios, logo após a realização do encontro, o que traz importância para uma investigação, afirma Dino.

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“o Instituto Iter também teria firmado, sem licitação, um contrato de aproximadamente R$ 1,63 milhão com a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), ligada ao governo de São Paulo”, diz o documento. Dino pede que todos os pontos sejam investigados, apurando se o encontro entre o banqueiro e o ministro influenciaram nos contratos feitos pela Prefeitura de São Paulo.

Depois das primeiras revelações sobre contratos do Iter, Mendonça anunciou, na semana passada, que estava doando suas cotas, e as da esposa, e se desligando do instituto.

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