Desigualdade patrimonial de gênero começa a se agravar após maternidade
Levantamento da Receita Federal mostra que homens acumulam, em média, R$ 206 mil a mais que mulheres

A desigualdade de patrimônio acumulado entre homens e mulheres se aprofunda a partir da faixa etária em que, em média, as brasileiras têm seus primeiros filhos.
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É o que mostram dados do Perfil do Declarante, painel lançado pela Receita Federal que consolidou informações a partir das declarações do Imposto de Renda.
A diferença de patrimônio é de R$ 5,6 mil entre gêneros até os 29 anos. Entre 30 e 39 anos, essa diferença sobe para mais de R$ 54,6 mil. A idade média de fecundidade no Brasil é de 28,1 anos, segundo o Censo Demográfico 2022 do IBGE, ou seja, bem próxima ao início dessa faixa etária em que o descompasso patrimonial começa a crescer de forma mais acentuada.
A desigualdade se agrava ainda mais conforme a faixa etária aumenta: homens de 40 a 49 anos têm, em média, R$ 152 mil a mais acumulados do que as mulheres. Nas faixas de 50 a 59 anos e 60 a 79 anos, essa diferença chega a R$ 252,77 mil e R$ 509,2 mil, respectivamente. A diferença alcança o máximo após os 80 anos, de R$ 765,33 mil.
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No geral, a média patrimonial dos homens é de R$ 501,19 mil, ante R$ 295,16 mil das mulheres, uma diferença de mais de R$ 206 mil. A desigualdade já começa no início da vida profissional dos brasileiros, mas se intensifica a partir da faixa etária em que as mulheres têm seus primeiros filhos e segue se aprofundando com o avanço da idade.