Denúncia de estupro coletivo coloca em xeque uma das maiores universidades dos EUA
Caso voltou a ser investigado em Nova York dois anos após a denúncia feita pela vítima, aluna de Cornell

Uma das universidades mais prestigiadas dos Estados Unidos está no centro de um escândalo nacional por um caso de estupro coletivo. Tudo começou com uma mensagem num grupo online que mais de 50 alunos leram, mas ninguém denunciou. Foi em outubro de 2024 na Universidade Cornell, que faz parte da Ivy League, a elite das universidades americanas, ao lado de Harvard, Columbia e Yale.
Uma estudante de 20 anos afirma ter sido drogada e estuprada por sete homens durante horas numa fraternidade masculina da universidade. Prints do aplicativo Snapchat mostram que, naquela madrugada, um dos acusados convidou outros homens para participar.
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Ela denunciou à polícia do campus e disse com todas as letras: “Tenho 100% de certeza de que fui estuprada”. Mas, segundo o jornal “The New York Times”, essa frase ficou de fora do resumo enviado ao promotor, que arquivou o caso.
Punições e repercussão nas redes sociais
Cornell expulsou dois dos sete alunos e puniu outros com suspensões. Alguns teriam conseguido amenizar a punição escrevendo redações. A universidade divulgou que as redações não foram a única punição, mas nem por isso escapou das críticas.
Dois anos após denunciar o caso, a vítima entrou com um processo contra a universidade e os acusados, que negam qualquer crime. A repercussão foi tão grande que a investigação criminal foi reaberta e passou para as mãos de Letitia James, Procuradora-Geral de Nova York.
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O caso explodiu nas redes sociais. Muitos veem uma instituição que falhou com a vítima. Outros chamam tudo de farsa e apontam mensagens amistosas que ela enviou a um dos acusados dias depois do ocorrido. Mas especialistas lembram que é comum que vítimas de estupro reajam assim. Em decorrência do choque, elas negam o que aconteceu e demoram para assimilar o trauma.
Universidades brasileiras já receberam denúncias
Não é só um problema nos Estados Unidos. No Brasil, são mais de 80 mil estupros registrados por ano. Universidades brasileiras, entre elas a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp), também já enfrentaram denúncias parecidas. Ninguém foi condenado, e os casos seguem sob investigação.
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Que educação é essa, em que uns tratam violência sexual como diversão, outros se calam e quem deveria proteger a vítima falha de novo? Até quando casos assim vão continuar se repetindo?