Durigan defende debater critério que onera empresas que substituem trabalhadores por IA
Dario Durigan citou artigo publicado por Bill Gates; ideia é beneficiar quem gera mais empregos, diante de possível substituição de postos de trabalho pela IA

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu que o Brasil abra um debate sobre mudar a lógica de tributação sobre o emprego, cobrando das empresas de acordo com o faturamento, e não com a folha de pagamento, como forma de não penalizar quem contrata mais gente diante do avanço da inteligência artificial.
Assista à íntegra da entrevista com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, aqui.
Em entrevista à coluna, ele disse que esse é um tema para a segunda etapa da reforma tributária, envolvendo a tributação corporativa, que a atual gestão começou a discutir, mas não concluiu.
Apesar de reconhecer que já existe uma desoneração da folha de pagamento criada em 2011, o ministro argumenta que ela engloba poucos setores, onerando os demais. Além disso, ela vai acabar em 2028.
Durigan afirmou que essa discussão passa pelo avanço da inteligência artificial e citou um artigo recente do fundador da Microsoft, Bill Gates, publicado no Financial Times. Segundo o ministro, o texto defende que os países pensem em aliviar a tributação sobre o emprego e, em contrapartida, tributar mais a tecnologia, já que empresas que aumentam produtividade com mais robôs, softwares e inteligência artificial tendem a reduzir postos de trabalho.
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O ministro chamou esse tema de “um debate de fronteira no mundo” que também chega ao Brasil, afetando sobretudo setores com grandes investimentos em tecnologia. Ele indicou que o assunto deve ser retomado a partir do mandato que começa no ano que vem.