Guilherme Amado

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Reportagem

Defesa de desafeto de Dino diz que soube pela imprensa de decisão do STF

Advogados de Raimundo Cutrim afirmam que decisão que manteve prisão domiciliar ainda não havia sido disponibilizada à defesa

por Guilherme Amado, João Pedroso de Campos
26/09/2026 às 18:12 · Atualizado há 2 semanas
O ministro Alexandre de Moraes e o ex-secretário Raimundo Cutrim (Fotos: Rosinei Coutinho/STF; Divulgação/Assembleia Legislativa do Maranhão)

A defesa do ex-secretário do Maranhão Raimundo Cutrim afirmou neste sábado (26/9) que soube pela imprensa que o STF havia mantido sua prisão domiciliar. Segundo os advogados, a decisão relatada por Alexandre de Moraes ainda não havia sido disponibilizada à defesa quando o Amado Mundo publicou a informação.

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Como mostrou o Amado Mundo, o plenário virtual do STF seguiu por unanimidade o voto de Moraes para manter Cutrim em prisão domiciliar. O ministro Flávio Dino, desafeto político de Cutrim e responsável pela decisão original que determinou a medida em julho, declarou-se impedido no julgamento do recurso. (Amado Mundo)

Em nota divulgada após a reportagem, a defesa afirmou ter recebido “com perplexidade” a notícia e questionou um dos fundamentos apresentados por Moraes. No voto, o ministro afirmou que Cutrim “não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados”. (Amado Mundo)

Os advogados sustentam, porém, que não tiveram acesso integral aos elementos que fundamentaram as medidas contra o ex-secretário. “Como desconstituir fundamentos aos quais a defesa não tem acesso?”, questionaram.

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A defesa também pretende discutir os efeitos do impedimento declarado por Dino sobre decisões anteriores tomadas pelo ministro no caso. Segundo os advogados, o antagonismo entre Dino e Cutrim antecede a investigação e a decretação da prisão domiciliar.

Cutrim já havia classificado Dino publicamente como seu “reconhecidamente inimigo pessoal e político”. A defesa afirma que adotará medidas judiciais para obter acesso integral aos elementos do processo e contestar a manutenção da prisão domiciliar.

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