Guilherme Amado

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Com João Pedroso de Campos (subeditor), Gustavo Silva, João Pedro Bitencourt e Jade Abreu

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Reportagem

Daniella Marques (muito) longe de unificar o Republicanos na vice de Flávio

Além da divisão entre lulistas e bolsonaristas, Republicanos tem quem torça o nariz para a falta de peso político de Daniella Marques, ex-presidente da Caixa

por João Pedroso de Campos
22/07/2026 às 02:00 · Atualizado há 3 meses
A ex-presidente da Caixa Daniella Marques e o senador Flávio Bolsonaro (Fotos: Tomaz Silva/Agência Brasil; Carlos Moura/Agência Senado)

A ex-presidente da Caixa Daniella Marques está longe, muito longe mesmo, de unificar o Republicanos, seu partido, em torno do projeto presidencial de Flávio Bolsonaro a partir de uma indicação sua a vice do senador — ela é a favorita de Flávio para o posto.

O problema passa, evidentemente, por aquele dilema de sempre quando se trata do Centrão: divisão entre regiões e lideranças mais lulistas, como o Nordeste de Hugo Motta e Silvio Costa Filho, e mais bolsonaristas, como o Sudeste, onde está o governador Tarcísio de Freitas, principal nome do Republicanos.

Mas não só. No caso de Daniella Marques, mesmo alguns nomes não alinhados a Lula torcem o nariz para a falta de peso político dela no partido, ao qual a ex-Caixa se filiou em abril. “Ela chegou ontem. Mal sabemos se o nome dela leva dois ‘L’ ou um só”, ironizou uma liderança do Republicanos.

Em tempo: com o “não” da senadora Tereza Cristina, do PP, e as dificuldades para uma coligação com o Republicanos, líderes do Centrão têm apostado que Flávio se sairá com uma solução caseira, do PL, para a vaga de vice.

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