Dallagnol declara R$ 2,7 milhões à Justiça Eleitoral
Ex-coordenador da força-tarefa da Lava Jato, o ex-procurador Deltan Dallagnol declarou R$ 2,7 milhões à Justiça Eleitoral. Ele é candidato […]

Ex-coordenador da força-tarefa da Lava Jato, o ex-procurador Deltan Dallagnol declarou R$ 2,7 milhões à Justiça Eleitoral. Ele é candidato ao Senado pelo Paraná pelo Partido Novo. O valor é praticamente o mesmo do declarado em 2022, quando foi candidato à Câmara dos Deputados. Dallagnol teve o mandato cassado em 17 de maio de 2023 pelo TSE, que o considerou culpado de fraudar a Lei da Ficha Limpa. Na ocasião, ele pediu exoneração do MPF em novembro de 2021, cerca de 11 meses antes das eleições, enquanto respondia a processos disciplinares que poderiam resultar em aposentadoria compulsória e torná-lo inelegível.
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O maior item da lista de bens é a metade de um apartamento residencial, avaliada em R$ 1,46 milhão. Ele também mantém a metade de um conjunto comercial no mesmo bairro, de R$ 84 mil, além de veículos e móveis. Dallagnol declarou ainda depósitos bancários e aplicações financeiras somando R$ 1,1 milhão e um total de R$ 6,5 mil em quotas de capital em empresas, incluindo participações na Vox Ltda e em uma empresa em nome da esposa.
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Apesar da cassação, Dallagnol tenta se tornar elegível para a disputa de 2026. O argumento é que a decisão do TSE em 2023 anulou apenas o registro de candidatura daquele pleito específico, e não o tornou inelegível para eleições futuras. A tese, porém, é contestada: o PT já pediu à Justiça Eleitoral que a candidatura seja impugnada, argumentando se tratar de coisa julgada, com efeitos que se estenderiam até 2030. Por enquanto, Dallagnol aguarda definição do TRE do Paraná sobre o tema.