Corrupção é a segunda maior preocupação dos brasileiros em agosto, revela Ipsos
Levantamento aponta alta de 2 pontos percentuais no mês em relação à corrupção

A edição de agosto de 2026 da pesquisa “What Worries the World”, da Ipsos, aponta que 38% dos brasileiros colocam a corrupção política e financeira entre suas principais preocupações. Com esse índice, o tema consolida a segunda posição do ranking nacional. Ele fica atrás somente do crime e da violência, registrando uma alta de 2 pontos percentuais sobre julho e de 5 pontos frente a agosto de 2025.
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Os números da pesquisa mostram 38% para corrupção, registrando acréscimo de 2 pontos em relação a julho e de 5 pontos em comparação com agosto de 2025.
Ao observar o panorama geral dos dados, a corrupção figura logo abaixo do topo do ranking, que continua ocupado por crime e violência, com 47% das respostas após uma alta de 4 pontos percentuais no mês e 5 pontos em 12 meses.
Abaixo da corrupção, em terceiro lugar, aparece a preocupação com pobreza e desigualdade social, que chegou a 35% com uma alta de 2 pontos em relação a julho, enquanto as áreas de saúde (33%) e impostos (28%) registraram retrações em suas menções no último mês.
“O movimento indica que, apesar de a hierarquia das preocupações permanecer estável, temas ligados à segurança, às instituições e às condições sociais ganharam intensidade no mês”, afirma Diego Pagura, CEO da Ipsos.
O avanço do tema reflete o impacto de investigações e operações policiais citadas no relatório da Ipsos. Um exemplo é a Operação Sem Refino. A ação apurou fraudes, lavagem de dinheiro e sonegação na comercialização de combustíveis. O caso teve entre os alvos o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.
Apesar do aumento na intensidade dos temores sobre a criminalidade e as fraudes institucionais, a percepção da população sobre o rumo geral do Brasil registrou um movimento discretamente positivo.
A parcela de cidadãos que acredita que o país está na direção certa chegou a 40%, oscilando positivamente 1 ponto percentual em relação a julho e 2 pontos na comparação anual, ao passo que 60% avaliam que o país está no rumo errado.