Corrida por terras raras gera 321 novos pedidos de pesquisa mineral na ANM em 2026
Levantamento aponta que mercado tenta demarcar território das terras raras, mas apenas um processo de monazita chegou à fase de requerer lavra para extração comercial neste ano

Bateu a casa dos 321 novos processos a corrida das mineradoras para tentar explorar terras raras no Brasil neste ano de 2026. O levantamento feito pela coluna junto à Agência Nacional de Mineração (ANM) mostra que, desse montante, 165 são requerimentos de pesquisa. Essa é a fase inicial do rito regulatório, em que as empresas protocolam o pedido eletrônico apenas para tentar a permissão para estudar o solo.
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O apetite do mercado alcançou também a monazita, principal fonte desses elementos leves no país, que registrou 24 novos processos de janeiro para cá. Em relação às liberações para a etapa seguinte, o sistema da agência contabiliza 155 autorizações de pesquisa para terras raras e 18 para monazita. Esse é o regime em que o minerador recebe o aval para executar os trabalhos de campo e sondagem para avaliar a viabilidade econômica da jazida.
O sistema registra apenas um direito de requerer lavra para monazita, que é a fase em que o interessado pleiteia a concessão para extrair e comercializar o minério. Há também uma única área de monazita apta para disponibilidade, um procedimento de rodadas e leilão eletrônico para selecionar novos interessados em projetos que foram abandonados ou retomados pela agência.
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O balanço do ano fecha com um isolado requerimento de licenciamento para terras raras. Esse é um regime oficial mais rápido, restrito a pequenas extrações de até 50 hectares e concedido ao proprietário do solo, que pula a etapa de pesquisa mineral e exige autorização expressa da prefeitura ou do órgão ambiental local para avançar.