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Com João Pedroso de Campos (subeditor), Gustavo Silva, João Pedro Bitencourt e Jade Abreu

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Reportagem

Conta do lixo chega a R$ 45 bi anuais apesar de alta na reciclagem, diz secretário nacional

No Fórum Freio de Emergência Climática, secretário nacional aponta que índice oficial de reciclagem subiu para a faixa de 11% a 12% e revela que conta do lixo nos municípios saltou para R$ 45 bilhões anuais

por Gustavo Silva
Publicado em 05/06/2026 às 09:00
© Wilson Dias/Agência Brasil/Arquivo

O custo da gestão de resíduos nas cidades brasileiras registrou um salto de 50% em quatro anos, passando de R$ 30 bilhões em 2022 para os atuais R$ 45 bilhões anuais. O dado foi apresentado pelo secretário nacional de Meio Ambiente Urbano, Adalberto Maluf, durante o Fórum Freio de Emergência Climática, nesta quarta-feira, 3, no Rio de Janeiro.

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De acordo com o secretário, o avanço das despesas municipais não se traduz em eficiência porque o tema é historicamente tratado pelos prefeitos sob uma ótica puramente negativa, focada apenas no custo de coletar e sumir com o refugo. Maluf explicou que os orçamentos urbanos estão engessados em contratos tradicionais de longo prazo com concessionárias de limpeza, que priorizam o envio de materiais para aterros sanitários e carecem de mecanismos que estimulem financeiramente o desempenho da triagem.

“Nós gastamos R$ 45 bilhões para coletar e destinar resíduos aos aterros sanitários e, ainda assim, não realizamos sequer um terço da reciclagem potencial. Acredito que será necessário rever contratos, criar mecanismos de remuneração por desempenho e pagar tanto pelo material efetivamente triado quanto pelo que é desviado dos aterros. Mas, infelizmente, ainda não vemos isso acontecendo em grande escala no Brasil”, destacou Maluf.

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Em paralelo ao rombo fiscal, o índice oficial de reciclagem deu sinais de vida no país e subiu de 3% para a faixa de 11% a 12%, impulsionado pela regulamentação recente da logística reversa. Mesmo com o crescimento da taxa de reciclagem, o Brasil continua jogando sob a terra R$ 27 bilhões por ano em materiais reaproveitáveis.

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