Compra da Avibras por irmãos Batista resolve ‘dor de cabeça’ do governo
Fabricante de armamentos, Avibras era apontada pelo Executivo como o principal entrave para o avanço do foguete brasileiro VLM-1

A compra da Avibras por Joesley e Wesley Batista tem um bastidor curioso: a fabricante de armamentos recém-adquirida pelos irmãos era, até meses atrás, a dor de cabeça oficial do governo no programa espacial.
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Na Mensagem ao Congresso Nacional enviada pelo Executivo para o ano de 2026, a situação da empresa serviu de justificativa do governo para o atraso do VLM-1, o foguete brasileiro desenvolvido em parceria com a Alemanha.
O projeto é tratado como estratégico para assegurar a autonomia no acesso ao espaço, com foco em colocar microssatélites em órbitas equatoriais e polares. O nó da questão passava pelo motor S-50, peça de propulsão vital para o lançador.
O teste do motor, programado para ocorrer até o final de 2026, ficou sem rumo e travou os ensaios de integração do veículo suborbital VS-50 — o foguete de testes criado para validar as tecnologias do VLM-1 —, etapa indispensável para o andamento do programa.
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Agora, ninguém pode duvidar que a empresa, em recuperação judicial, vai ter à disposição o caixa dos Batista para colocar o calendário em dia.