Guilherme Amado

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Com João Pedroso de Campos (subeditor), Gustavo Silva, João Pedro Bitencourt e Jade Abreu

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Reportagem

Comitê de vítimas de Mariana troca Pogust Goodhead por nova firma de Tom Goodhead

Thomas Goodman associou-se a firma americana para montar o escritório de Londres, o Bailey Glasser International; Pogust Goodhead contesta

por Guilherme Amado, João Pedro Bitencourt
15/09/2026 às 04:00 · Atualizado há 4 semanas
Antonio Cruz/ Agência Brasil

O comitê de clientes do processo da tragédia de Mariana em 2015, grupo que representa as mais de 420 mil vítimas na Justiça de Londres, decidiu destituir o escritório de advocacia britânico Pogust Goodhead (PG) e transferir o caso para… o fundador da firma, Thomas Goodhead, afastado em 2025. A ação pede 36 milhões de libras esterlinas em indenização.

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O caso vai mais especificamente para seu novo escritório o Bailey Glasser International (BGI). Segundo o advogado, a PG, empresa que leva seu nome, contesta a decisão e já processou os próprios integrantes do comitê em Londres.

Ainda de acordo com o Goodhead, a ruptura tem origem na debandada de advogados que se seguiu à sua saída. Nos últimos 13 meses, advogados habilitados no direito inglês que somam décadas de experiência no caso e no direito brasileiro, deixaram a PG, o que teria desagradado o comitê.

A ex-firma de Goodhead resiste à mudança sob o argumento de que o comitê não teria autoridade para decidir a troca de escritório em nome de todo, cada um dos mais de 420 mil clientes teria de optar individualmente.

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Goodhead rebate que os dois contratos que regem o caso, que funcionariam como uma espécie de estatuto do processo, foram criados em 2022 justamente para que o comitê pudesse tomar esse tipo de decisão.

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