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Reportagem

Comércio ganha munição da União Europeia em ações contra a taxa das blusinhas no STF

CNC deve levar nova barreira internacional da União Europeia aos processos sob relatoria de Toffoli para contestar tese de isenção defendida pela AGU

por Gustavo Silva
Publicado em 06/07/2026 às 04:00
taxa das blusinhas / União Europeia
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O comércio brasileiro vê na União Europeia o combustível perfeito para tentar derrubar o imposto zero da “taxa das blusinhas” no STF. A Confederação Nacional do Comércio (CNC) deve anexar os detalhes da nova legislação europeia às ações para tentar provar que a isenção de 50 dólares fere o mercado nacional. O bloco europeu justificou a eliminação do benefício alegando que a chegada em massa de encomendas asiáticas desequilibrou a concorrência local.

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A nova barreira europeia serve de munição jurídica para reforçar a tese de isonomia tributária defendida pelas entidades brasileiras na corte. Para a Diretoria Jurídico Sindical da confederação, a reação da Zona do Euro comprova que o cerco às plataformas estrangeiras é uma tendência das economias desenvolvidas para frear a concorrência desleal e salvar o varejo local.

Essa virada de chave dá fôlego às duas ações que tramitam sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, sob a premissa de que o Brasil caminha no sentido oposto ao mercado global ao insistir no imposto zero.

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Por outro lado, a AGU, a Shein e o AliExpress seguem alinhados na defesa da manutenção da alíquota zero no Supremo.

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