Reportagem

Cláudio Castro volta a ser alvo da PF na fase 2 da Operação Sem Refino

Endereço de ex-governador do Rio de Janeiro está entre os 16 mandados de busca e apreensão cumpridos nesta sexta (14/8)

14/08/2026 às 09:20 · Atualizado há 4 semanas
Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro
O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Um dos endereços de Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro, foi alvo da Operação Sem Refino, da Polícia Federal (PF), na manhã desta sexta-feira (14). A investigação apura fraudes em licitações ambientais da Refit, antiga Refinaria de Manguinhos.

Segundo nota oficial da PF, a operação visa a “investigar os crimes de gestão fraudulenta e temerária, lavagem de capitais, sonegação fiscal, evasão de divisas, manipulação de mercado, além de crimes contra a ordem econômica envolvendo a comercialização de combustíveis”.

Leia mais: Alvo da PF, ex-PGE nomeado por Castro assinou decisão favorável à Refit no ano passado

Foram cumpridos 16 mandatos de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no estado do Rio de Janeiro. Entre eles, uma casa em um condomínio da Barra da Tijuca, bairro de classe alta da Zona Sudoeste carioca.

“A ação tem por objetivo apurar fraude na concessão de licenças ambientais para a refinaria, à revelia das diretrizes dos órgãos técnicos competentes, além de lavagem de capitais ligada ao esquema criminoso”, explica o comunicado da PF.

Cláudio Castro foi alvo de 1ª fase da Sem Refino

Cláudio Castro também havia sido alvo da primeira fase da Operação Sem Refino, realizada no dia 15 de maio. Na ocasião, o ex-governador do Rio estava em casa e acompanhou os agentes, que ficaram na residência, na Barra da Tijuca, por cerca de duas horas e saíram do imóvel com malotes.

O empresário Ricardo Magro, dono da refinaria, também foi alvo da operação em maio. Como reside em Miami, nos Estados Unidos, Magro é considerado foragido pela justiça brasileira. A PF solicitou sua inclusão na Difusão Vermelha da Interpol, lista dos criminosos mais procurados internacionalmente.

A Operação Sem refino está inserida no âmbito do julgamento da ADPF 635/RJ (ADPF das Favelas), do STF. Segundo a nota da PF, o intuito é realizar “investigações sobre a atuação de grupos criminosos organizados em atividade no estado e suas conexões com agentes públicos”.

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