Campanha de Lula decide apostar no Pix para traduzir soberania ao eleitor
Campanha de Lula avalia que Pix tira soberania do discurso abstrato

A campanha de Lula decidiu apostar no Pix como a tradução concreta do tema da soberania nacional para o eleitor.
Já leu todas as notas da coluna hoje? Clique aqui.
A leitura é que soberania, no discurso abstrato, não chega ao eleitor. É palavra de seminário. O Pix, não: é brasileiro, gratuito, público e está no bolso de todo mundo.
A ideia é que, quando o assunto vira pressão externa sobre o sistema de pagamentos, deixa de ser geopolítica e passa a ser a taxa que o eleitor não paga.
Ao lado do Pix, o outro ativo concreto da agenda são as terras raras, um trunfo material do país num tabuleiro em que o Brasil costuma aparecer como coadjuvante.
O problema é que a campanha ainda não achou o jeito de comunicar o tema. Terras raras não estão no cotidiano de ninguém. Não há gesto, não há tela de celular, não há comparação de bolso que faça a ponte, como o Pix.
Receba no WhatsApp tudo da coluna. Se inscreva.
Enquanto o Pix se explica sozinho, as terras raras seguem dependendo de uma tradução que a campanha ainda não escreveu.