Caixa lucra R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre; crédito chega a R$ 1,45 trilhão
Banco registra alta de 5,9% no lucro recorrente no trimestre e amplia em 11,9% a carteira de crédito em 12 meses

A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 5,9% em relação ao mesmo período do ano passado. No primeiro semestre, o banco acumulou lucro recorrente de R$ 7,4 bilhões, queda de 17,6% na comparação anual. Segundo a instituição, o desempenho no período foi acompanhado pelo avanço da carteira de crédito e pelo crescimento das receitas.
A queda do lucro no acumulado do ano tem como base de comparação um primeiro semestre de 2025 beneficiado pela adoção da Resolução 4.966, que teve impacto positivo no resultado por reduzir as despesas com provisões de crédito.
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A receita de intermediação financeira chegou a R$ 68,7 bilhões no segundo trimestre, avanço de 14,4%, e a R$ 133,7 bilhões no semestre, crescimento de 16,2%. A margem financeira, por sua vez, subiu 20,2% no trimestre, para R$ 19,7 bilhões, e 16% no semestre, para R$ 37,9 bilhões. As receitas de prestação de serviços também avançaram: somaram R$ 7,6 bilhões entre abril e junho, alta de 12,9%.
Caixa: crescimento do crédito tem destaque
O crescimento do crédito foi um dos destaques do balanço. A carteira total alcançou R$ 1,448 trilhão em junho, 11,9% acima do registrado um ano antes. O financiamento imobiliário, principal componente da carteira da Caixa, ultrapassou R$ 1 trilhão, com expansão de 15%. As carteiras comercial, de infraestrutura e do agronegócio encerraram o período com R$ 270,4 bilhões, R$ 110,5 bilhões e R$ 62,3 bilhões, respectivamente.
No primeiro semestre, as novas contratações de crédito chegaram a R$ 365,6 bilhões, crescimento de 16,3%. O maior avanço proporcional ocorreu em infraestrutura, cujas contratações cresceram 82,6%, para R$ 8,7 bilhões. No crédito imobiliário, foram contratados R$ 137,6 bilhões, alta de 29,3%.
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A expansão veio acompanhada de uma elevação da inadimplência na comparação anual. O índice ficou em 3,64% em junho, 0,98 ponto percentual acima do registrado um ano antes. Em relação a março, porém, houve recuo de 0,07 ponto. A Caixa afirma que 91% da carteira está classificada no Estágio 1, de menor risco, e destaca a predominância de operações com garantias, especialmente no crédito imobiliário.
Digitalização também teve alta, com 5,2 milhões de contas novas
As captações do banco alcançaram R$ 2,052 trilhões em junho, alta de 13% em 12 meses. A poupança somava R$ 405,6 bilhões, com participação de 39,7% do mercado, enquanto as letras atingiram R$ 308,8 bilhões. Desse total, R$ 271,2 bilhões correspondiam a letras imobiliárias.
Outra frente destacada pela Caixa foi a digitalização. Desde junho de 2025, quando passou a permitir a abertura de contas digitais, foram abertas 5,2 milhões de contas, 42% delas por clientes de até 25 anos. O banco também está testando, em versão beta aberta a um grupo limitado de clientes, o Super App Caixa, que pretende reunir produtos e serviços em uma única plataforma e incorpora recursos de inteligência artificial e personalização.
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Na área de sustentabilidade, a carteira de finanças sustentáveis chegou a R$ 913,6 bilhões em junho. O Fundo Socioambiental Caixa mantinha 85 projetos em execução e desembolsou R$ 44,1 milhões no primeiro semestre. Em julho, o banco também captou US$ 227,8 milhões com a Agence Française de Développement para financiar projetos de saneamento básico, gestão de recursos hídricos e tratamento de resíduos sólidos.