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Com João Pedroso de Campos (subeditor), Gustavo Silva, João Pedro Bitencourt e Jade Abreu

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Reportagem

Cade adia julgamento sobre cartel em estádios da Copa do Mundo de 2014 

Órgãos divergem sobre condenações de empreiteiras em obras de estádios da Copa do Mundo

por Gustavo Silva
Publicado em 06/06/2026 às 06:00
A Arena Fonte Nova, em Salvador, é um dos oito estádios feitos para a Copa do Mundo de 2014 que teve licitação apurada
— Foto: San Júnior / EC Bahia / Divulgação

A exatamente cinco dias de o mundo parar para o pontapé inicial da Copa de 2026, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) adiou o julgamento do bilionário cartel das arenas da… Copa de 2014. O desfecho do caso estava previsto para a sessão de 27 de maio, mas o processo foi retirado de pauta pela conselheira-relatora, Camila Cabral Pires-Alves. Para completar, o presidente interino da autarquia, Diogo Thomson de Andrade, se declarou impedido de votar.

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O processo, iniciado em 2016 após o acordo de leniência da Andrade Gutierrez, investiga a combinação de preços e o loteamento das obras dos estádios entre 2007 e 2011. O caso chegou ao tribunal expondo uma divergência técnica entre os órgãos de acusação sobre o alvo das sanções financeiras.

A Superintendência-Geral do Cade e o Ministério Público Federal pedem a condenação do bloco formado por OAS (hoje Coesa), Queiroz Galvão (Álya), Delta (Salgueiro) e Via Engenharia. Já a Procuradoria do Cade divergiu por entender que a punição deve se restringir à OAS e à Delta, sugerindo a absolvição da Queiroz Galvão e da Via por falta de provas. O único consenso é em relação à Camargo Corrêa, cujo arquivamento foi recomendado por todos os pareceres.

Enquanto o tribunal não decide, o tempo corre a favor das defesas. Dois réus morreram ao longo da instrução processual, Marcelo Duarte Ribeiro e Márcio Magalhães Duarte Pinto. Outros dois executivos, Fernando Márcio Queiroz e Rui Novais Dias, já completaram 70 anos e pediram o reconhecimento da prescrição por idade.

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Para evitar nulidades, a relatora checou se alguma prova dependia dos sistemas eletrônicos da Odebrecht anulados pelo STF, mas a Superintendência-Geral garantiu que a acusação se apoia em documentos independentes. No mais, Andrade Gutierrez, Carioca Engenharia e Odebrecht (Novonor) aguardam o arquivamento definitivo, condicionado apenas à verificação do cumprimento de seus acordos.

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