Reportagem

A logística do hexa: por que é tão importante para o Brasil se classificar em primeiro no grupo?

Brasil enfrenta a Escócia nesta quarta-feira (24) em busca de um caminho mais 'confortável' na sequência da Copa do Mundo

por Weslley Neto
24/06/2026 às 05:55 · Atualizado há 4 meses
Vinícius Júnio e Carlo Ancelotti conversam durante treino da seleção brasileira
Vinícius Júnio e Carlo Ancelotti conversam durante treino da seleção brasileira (Rafael Ribeiro/CBF)

O Brasil entra em campo nesta quarta-feira (24/6), às 19h, em Miami, tentando garantir a primeira colocação do grupo C da Copa do Mundo em partida contra a Escócia.

O resultado do duelo define o caminho da seleção brasileira no mundial. Por isso, o confronto tem grande importância para os brasileiros, mesmo com uma classificação muito bem encaminhada para a próxima fase.

A liderança do grupo pode ser definida no saldo de gols, caso Brasil e Marrocos vençam suas partidas. O Brasil possui três gols de saldo, enquanto Marrocos tem apenas um. Se os brasileiros vencerem os escoceses pela diferença mínima, e os marroquinos ganharem do Haiti por quatro gols ou mais de diferença, são os africanos que passam em primeiro lugar no grupo C.

Como Brasil e Marrocos empataram em confronto direto nesta Copa do Mundo, o número de gols marcados vai definir o líder do grupo caso também exista um empate no saldo de gols. Se as equipes apresentarem a mesma quantidade de gols marcados, o último critério definido pela Fifa é o histórico disciplinar das equipes. Ficará em primeiro o time que somar menos cartões vermelhos e amarelos na competição.

Brasil quer adiar jogos contra favoritos

Ficando em primeiro lugar, o Brasil escaparia de duelos mais cedo com outros favoritos ao título da Copa do Mundo. Caso se classifique na segunda posição, o Brasil tem grandes chances de encarar a Holanda já na fase de dezesseis-avos — a seleção europeia mostrou um dos melhores desempenhos até o momento. Na sequência, existem grandes chances de confrontos com França ou Alemanha nas quartas de final, e com a Espanha em uma hipotética semifinal.

Já em caso de liderança garantida no grupo, o Brasil joga contra o segundo colocado do grupo F na fase seguinte — neste momento, é a seleção do Japão. Passando para as oitavas de final, há possibilidades de confrontos com Costa do Marfim ou Noruega, caso as atuais posições das equipes sejam mantidas em seus grupos. Os adversários – teoricamente – mais difíceis seriam a Inglaterra em um eventual jogo de quartas de final, e Argentina ou Portugal, em uma possível semifinal.

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Vinícius Júnior celebra durante a vitória contra o Haiti na Copa do Mundo
Vinícius Júnior celebra durante a vitória contra o Haiti na Copa do Mundo (Dan Mullan/Getty Images/AFP)

Seleção pode manter sua ‘casa’ nos EUA

A montagem da logística é uma das principais preocupações com a posição de classificação. A seleção brasileira continuaria treinando no CT Columbia Park, em Nova Jersey, durante toda a sequência do mundial, até a chegada em uma eventual final, caso siga em frente como primeira do grupo. O complexo, recém-inaugurado pelo clube de futebol New York Red Bulls, reúne centros de treinamento e um hotel exclusivo para jogadores e comissão técnica.

Desde a chegada aos Estados Unidos durante a preparação para o mundial, a CBF mantém o CT Columbia Park como “sede” da equipe no país. Conquistando a liderança do grupo C, a seleção brasileira disputará jogos em Houston, Nova Jersey (2), Miami e Atlanta, possibilitando que a equipe sempre possa retornar ao complexo.

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O Brasil será uma seleção “itinerante” em caso de uma classificação em segundo lugar no grupo. A logística incluiria uma viagem ao México e, segundo apuração divulgada pelo site Globo Esporte, a comissão técnica não vê vantagens em voltar para Nova Jersey caso avancem na fase eliminatória do torneio, obrigando a CBF a buscar novos locais para a sequência da preparação até uma eventual final.

O segundo lugar faria com que o Brasil disputasse partidas em Monterrey (México), Houston, Boston e Dallas, com possibilidade de disputar apenas a final do mundial em Nova Jersey.

Descanso entre as fases

O período de descanso entre as partidas também muda. Classificando-se em primeiro lugar e superando o primeiro mata-mata, o Brasil terá um intervalo de seis dias entre as oitavas de final e as quartas de final, e de quatro dias entre as semis e a grande decisão. Passando em segundo lugar, o período de descanso será sempre de cinco dias entre todas as fases.

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A CBF está preparada para lidar com diferentes cenários. Conforme divulgou o Globo Esporte, profissionais de logística e fisiologia já foram enviados para todos os potenciais destinos do Brasil durante a Copa do Mundo. A ideia é avaliar instalações que podem ser utilizadas pela comissão técnica.

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